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METROVIÁRIOS DE SP

Metroviários repudiam a presença de Bruno Covas no 1 de maio à convite das Centrais Sindicais

Assembléia dos metroviários de São Paulo aprovou o repúdio à participação do Bruno Covas ao ato do 1° de maio à convite das centrais sindicais.

terça-feira 30 de abril| Edição do dia

Em assembleia realizada nesta segunda (29), os metroviários que seguem mobilizados contra os ataques de Dória e do metrô, e também contra a reforma da Previdência do Bolsonaro, votaram a construção de um bloco de metroviários no ato do dia 1/ de maio que vai ocorrer. Também foi aprovado o repúdio à participação do prefeito de São Paulo Bruno Covas no ato, à convite das centrais sindicais.

Bruno Covas aplicou uma brutal repressão aos professores municipais que estavam em greve no início deste ano e sancionou a draconiana SAMPAPREV que é a reforma da previdência à nível municipal. Covas também fez de tudo para atacar e perseguir os trabalhadores grevistas, com ameaças de corte de ponto. Covas, assim como Dória, garantiu que a crise fosse descarregada em cima dos trabalhadores, e o convite feito pelas centrais sindicais para que ele participe é completamente absurdo e totalmente anti-operário.

Para Felipe Guarnieri, operador de trem da linha 1 do Metro-SP e diretor da FENAMETRO, "as centrais sindicais vieram de muitos meses de trégua com o governo Bolsonaro. Agora votaram uma data pra greve geral pra 14 de junho mas sem nenhum plano de luta sério. Não dá pra aceitar isso. Exigimos assembleia e reuniões de base em todas as categorias. E mais que isso: os metroviarios estão mostrando o caminho da mobilização, ligando sua luta com a luta nacional contra a reforma da previdência. É preciso que todos os sindicatos, bem como o movimento estudantil e parlamentares encham de solidariedade essa luta chamando a unidade com os professores que vão paralisar dia 15 de maio. Não separemos a nossa luta. Metroviários, professores e todas as categorias precisam atuar com um só punho".

Os metroviários conseguiram através de sua mobilização impor uma autorização para que continuassem com a sua campanha dos coletes vermelhos contra a reforma da Previdência sem sofrer as punições que o metrô queria aplicar. Os trabalhadores do metrô seguem mobilizados e marcaram um novo indicativo de greve para dia 07 de maio, caso o metrô não aceite fazer as negociações como o reajuste salarial e que não sigam com os ataques que o Dória quer impor aos metroviários. É necessário seguir apoiando a batalha que os trabalhadores do metrô estão estão mantendo para manter seus direitos e da mesma forma também manter total repúdio a decisão das centrais sindicais de convidar Bruno Covas a participar do ato do dia dos trabalhadores, sendo que Covas já se provou ser inimigo dos trabalhadores.




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