Mundo Operário

METRÔ

Metrô de SP: mais um dia sem água e luvas nas estações

terça-feira 31 de março| Edição do dia

Em mais um dia que falta água em estações do Metrô de SP e até itens básicos como um par de luvas, fica mais clara que a retórica de Doria não passa de palavras ao vento, que esbraveja conta Bolsonaro, mas até agora nem um nem outro conseguiram garantir nem medidas básicas de proteção para os trabalhadores, muito menos testes de Covid-19 para toda a população que necessita. Só no estado de SP, a fila de de pacientes que aguardam a realização de testes chega a 12 mil pessoas.

Pode te interessar: Ritmo de testes prometido em SP ainda levaria 12 anos para testar o mínimo de infectados previsto

Já são semanas em que a história se repete. Dia sim, dia não, faltam itens básicos de higiene e proteção como luvas, máscaras adequadas, álcool em gel. Quando falamos dosterceirizados que estão se desdobrando para garantir a limpeza das estações e trens, a venda e recarga de bilhetes, a situação piora. São constantes assédios morais, não se respeita o afastamento do grupo de risco, ameaças de demissão, falta de EPIs.

Em sua propaganda institucional, o Metrô e o governo Doria colocam em suas telas pra que os usuários possam ler no vagão que segue cada dia mais lotado: estamos aqui por você. Continue em casa por nós.

Para os milhares de usuários que precisam continuar trabalhando a mando do patrão é quase uma piada de mal gosto. Para nós metroviários também. Eles não falam por nós.

Mesmo antes dessa crise sanitária, o transporte (e a saúde) de São Paulo já vinham sendo cada dia mais precarizados, com superlotação, falta de funcionários, terceirização e altas tarifas, fruto das políticas de privatização de Doria. E agora em meio a uma crise sanitária, sem nem mesmo água em algumas estações, continua seguindo esses planos com o avanço da terceirização de bilheterias na linha 1 azul.

A garantia de condições mínimas de higiene e segurança nos nossos locais de trabalho aos efetivos e terceirizados, as licenças remuneradas a todos do grupo de risco, os testes massivos já e a resposta mais profunda para essa crise sanitária não virá esperando passivamente as políticas do governo, deixando que Doria, Bolsonaro nem nenhum desses golpistas resolvam por nós!

Leia também: Metrô/SP: Por um plano de emergência contra a pandemia imposto pela organização de base!

Cada sindicato deve organizar os trabalhadores em seus locais de trabalho, e também campanhas por essas demandas, para que se garantam nossos direitos e condições básicas. Testes massivos já para que a quarentena seja organizada de forma racional. A disponibilidade em massa de testes cumpre também um papel fundamental em setores que são serviços essenciais, como é o caso da saúde (que hoje já conta com centenas de afastamentos desses profissionais), transportes, alimentos, limpeza entre outros, que trabalham diariamente e não podem parar para manter o funcionamento de SP e do país e que acabam ficando mais expostos ao vírus. Por isso é uma medida elementar, pois possibilitaria testes periódicos para controlar o coronavírus e, de fato, salvar vidas. Garantindo também todos os insumos básicos e medidas protetivas para estes trabalhadores. 

É preciso confiar somente em nossas forças para dar uma saída a essa crise que os governos e patrões querem que paguemos com nossas vidas. 

Mande suas denúncias para o Esquerda Diário. Saiba como aqui.

(Victor Moriyama/Getty Images)




Tópicos relacionados

Coronavírus   /    João Doria   /    Metrô   /    Mundo Operário

Comentários

Comentar