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Metrô: CIPAs eleitas repudiam ataque de Bolsonaro à saúde e segurança dos trabalhadores

Reproduzimos nota assinada pelas bancadas dos metroviários eleitos das CIPAs do Metrô de SP.

segunda-feira 20 de maio| Edição do dia

Na semana passada, Bolsonaro e o secretário especial de Previdência do Ministério da Economia, Rogério Marinho, anunciaram que fariam uma revisão em até 90% das normas regulamentadoras que tratam da saúde e segurança dos trabalhadores.

Reproduzimos nota dos metroviários eleitos nas CIPAs do Metrô de SP em repúdio a mais esse ataque aos trabalhadores:

"Em defesa da saúde e segurança dos trabalhadores! Nossas vidas valem mais que o lucro deles

Assinam essa nota as bancadas eleitas:

CIPA L1

CIPA L2

CIPA L3

CIPA L15

CIPA Manutenção Linhas

CIPA PAT

CIPA PIT

Nós, metroviárias e metroviários, das bancadas eleitas das CIPAs do Metro de SP repudiamos com veemência as declarações de Bolsonaro e o recém anúncio do secretário Rogério Marinho do ministério da Economia, em rever em até 90% as normas regulamentadoras (NRs) que tratam da saúde e segurança dos trabalhadores.

Com a justificativa de que isso afeta a produtividade dos empresários e que há muitos gastos com a saúde do trabalhador, o governo promove um ataque histórico, que irá não somente colocar em xeque a própria sobrevivências das CIPAs, como também aprofundará ainda mais os acidentes de trabalho, que já possuem dados alarmantes no país.

Mesmo com as atuais normas (NRs) de 2012 a 2018 foram registrados 4,26 milhões de acidentes. 1 acidente a cada 48 segundos. Sendo que desse total, mais de 15 mil foram fatais, o que significa uma morte de um trabalhador no país a cada 3h 38m e 43s. Isso se considerar apenas o que é registrado, afinal é prática comum de muitas empresas não realizar a abertura de CAT (acidente de trabalho) e burlar as normas atuais. Além disso, outro dado gravíssimo divulgado pelo sindicato nacional dos auditores fiscais do trabalho (Sinait), aponta que decorrente da falta de recursos do governo para área, em 2018 haviam apenas 2.327 fiscais de trabalho para mais de 7 milhões de empresas. O menor número registrado nos últimos 20 anos. O Metrô de SP, também não foge a regra, só ano passado em 2018 foram registrados 137 acidentes de trabalho, mesmo com a empresa dificultando a abertura das CATs e praticando subnotificações que descaracterizam as doenças decorrentes do trabalho.

O governo com essa medida, privilegia os lucros cada vez maiores dos empresários e patronais, as custas da vida dos trabalhadores. Na prática irá expor todas e todos a mais acidentes mutilações e mortes, principalmente apos a aprovação da reforma trabalhista e da tentativa de aprovar a reforma da previdência. Enquanto os bancos lucram trilhões, nos teremos que trabalhar mais, com menos direitos e sofrendo mais riscos de vida.

Não pagaremos com as nossas vidas uma crise que não é nossa. Chamamos todos a mobilização, pois é a única forma de derrotar os esses ataques, que terão impactos diretos nao somente no Metrô de SP, mas no conjunto das demais categorias.

Para isso, convocamos todas e todos cipistas eleitos para uma reunião no dia 22/05 as 18hs no Sindicato para debatermos a nossa organização e medidas contra esses ataques"

Leia também: Guarnieri: "Redução de 90% das normas de segurança do trabalho por Bolsonaro é legalizar a mutilação dos trabalhadores"




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