Economia

Mesmo após greve dos eletricitários, Temer lança edital para venda de distribuidoras da Eletrobras

sexta-feira 15 de junho| Edição do dia

Nesta sexta-feira, dia 15, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) publicou um edital que prevê a privatização das seis distribuidoras de energia elétrica controladas, ignorando a greve de 72h que protagonizaram os trabalhadores da categoria contra este processo de privatização da empresa.

Essas distribuidoras atuam nos estados do Acre, Amazonas, Roraima, Rondônia, Piauí e Alagoas e serão leiloadas no dia 26 de Julho, às 10 hrs. O processo de entrega das distribuidoras, num primeiro momento, havia sido suspenso pelo TRT, devido a preocupações com a situação dos trabalhadores atualmente empregados. Mas o próprio tribunal derrubou a liminar anterior, além de a Justiça também ter atacado a greve da categoria impondo pesadas multas em caso da contiuação da greve deflagrada na segunda feira (11). O edital prevê como condição a concessão de serviço público de distribuição de energia elétrica, associada à transferência do controle acionário.

Novamente, os vários sindicatos dirigidos pela CUT, reunidos no Coletivo Nacional de Eletricitários (CNE), apostaram em um golpe de efeito e numa campanha personalista contra o presidente da empresa sintetizada no "Fora Pinto!", e não mobilizando a categoria para de forma decisiva se levantarem contra a privatização, assim como fizeram na categoria de petroleiros.

Com isso o governo avança mais um passo no seu projeto privatista, abrindo mais uma empresa estatal para o lucro de grandes empresários que não estão preocupados em oferecer o melhor serviço à população mas sim na manutenção de suas riquezas.

Assim como a Eletrobrás, a Petrobrás também vem, durante o governo de Temer, sendo fatia a fatia, leiloada e aberta ao lucro de empresários, inclusive estrangeiros, para quem o governo abaixa a cabeça e se submete, inclusive aumentando absurdamente o preço dos combustíveis como fez recentemente, e com isso fazendo a população pagar o preço dessa política.

Não pode ser que nossas riquezas continuem a ser vendidas para grandes empresários enquanto os trabalhadores e a população continuem sofrendo com as consequências dessa crise que vem de cima, essas empresas precisam ser reestatizadas e controladas pelos trabalhadores e usuários, que são quem realmente pode colocá-las a serviço de nossos interesses e evitar que sejamos nós que paguemos as crises capitalistas.




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