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Mercedes anuncia demissão de 500 e férias coletivas em São Bernardo

A Mercedes Benz anunciou nesta terça-feira a demissão de 500 trabalhadores de sua fábrica em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, segundo a empresa, por causa da queda nas vendas de veículos comerciais no mercado brasileiro.

quarta-feira 20 de maio de 2015| Edição do dia

De acordo com um comunicado da companhia alemã, os 500 funcionários já tinham enfrentado uma suspensão temporária do contrato de trabalho, embora até o momento seu salário estivesse garantido pela empresa.

Com o objetivo de adequar a produção à demanda, a Mercedes também decretou hoje férias remuneradas a todos os empregados do setor de produção por 15 dias e informou que, apesar das demissões, ainda tem um excedente de 1.750 trabalhadores na unidade de São Bernardo do Campo.

A companhia ressaltou que as medidas adotadas pela empresa têm como objetivo "enfrentar o cenário econômico desfavorável" que o país atravessa, com uma economia praticamente estagnada, inflação em viés de alta e taxas de juros nos maiores níveis dos últimos seis anos.

Em janeiro deste ano, os operários desta mesma fábrica já haviam entrado em greve contra os ataques da patronal, mas na ocasião não conseguiram barrar 270 demissões. No mês passado, entraram novamente em greve contra a ameaça de 500 demissões e chagaram num acordo desfavorável de que a empresa abriria um PDV (programa de demissões voluntárias) como alternativa. Agora, a empresa rompe o acordo que já era ruim para os trabalhadores e impõe outra vez as 500 despensas.

Mais uma vez, os trabalhadores da indústria não podem aceitar as demissões como algo dado frente à queda nas vendas e a recessão econômica. As montadoras atacam os trabalhadores e tiram o sustento de milhares de famílias para manter suas bilionárias taxas de lucro. A luta dos trabalhadores pode impor outro desfecho para esta situação de crise: a repartição das horas de trabalho sem redução de salários. Apenas atacando os lucros dos patrões é possível garantir que nenhuma família fique sem sustento.




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