MACHISMO

Menina indiana de 12 anos é estuprada por 22 homens durante sete meses na Índia

Trata-se de mais um absurdo caso de violência patriarcal na Índia, onde uma menina de 12 anos, surda, era dopada e estuprada quase diariamente por 22 homens, de 20 a 66 anos, que gravavam as cenas para garantir seu silêncio.

quarta-feira 18 de julho| Edição do dia

Esse escândalo ocorreu em Chennai, cidade localizada no extremo sul da Índia, a cerca de 400 km de Bangalore. O grupo de homens estupradores trabalhava em um complexo de apartamentos próximo ao local onde a criança vive e onde ocorreram os estupros, com vários apartamentos desocupados.

Um ascensorista de 66 anos foi quem primeiro a estuprou, e o grupo crescia dia-a-dia, com mais homens se incorporando à violência. Muitas vezes, o ascensorista a pegava em casa logo que chegava da escola de van, enquanto seus pais achavam que a menina brincava com colegas. Era também sedada com injeções e drogas.

O caso veio à tona no último sábado, com a visita de sua irmã mais velha, a quem a menina abriu os casos, mesmo tendo sida ameaçada pelos agressores. Dezoito suspeitos foram presos, acusados de estupro, tentativa de assassinato e intimidação.

Desde 2012, com o estupro coletivo de uma jovem de 22 anos na capital Déli, que não resistiu e morreu devido aos ferimentos, a violência machista na Índia é tema que ganhou repercussão mundial. O governo tem respondido com o endurecimento das penas a casos de estupro. Ainda assim, de 2015 a 2016, o número de casos de violência sexual reportados cresceu em 17%, com 39 mil casos.

Diariamente, levando em conta a subnotificação que é reflexo das intimidações e do medo que fazem com que as mulheres não denunciem, sabe-se que ocorrem ao menos 100 estupros na Índia, e em 6 deles, a vítima tem menos de 6 anos.

A violência patriarcal na Índia é escandalosa e estampa as capas dos jornais, com mulheres indianas tendo protagonizado atos e mobilizações contra os estupros. O machismo que se expressa na superexploração das mulheres, na negação do direito ao próprio corpo, com a proibição do aborto que assassina milhares de mulheres todos os anos e que hoje tem na força das mulheres argentinas um exemplo de resposta às opressões, tem que ser encarado como uma luta internacional das mulheres contra o Estado capitalista que perpetua as opressões, apoiando a luta das mulheres indianas.

São Paulo, por exemplo, é a pior cidade do mundo para as mulheres viverem. Com uma perspectiva de combater a opressão e a exploração, podemos nos apoiar nos processos internacionais que as mulheres encabeçam, sendo também maioria da classe trabalhadora, para responder a esses escândalos que escancaram o que o capitalismo reserva aos oprimidos e estar na linha de frente para responder à crise desse sistema, em aliança à classe trabalhadora.




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