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Mendes adia processo de suspeição de Moro no mesmo dia que habeas corpus de Lula é adiado

Após a presidente da Segunda Turma do STF, Cármen Lúcia, seguir com sua linha golpista e colocar o julgamento do Habeas Corpus de Lula como 12° item da pauta, inviabilizando de analisado até amanhã, o ministro Gilmar Mendes não devolve o processo de suspeição do ministro Sérgio Moro em relação à prisão de Lula para julgamento, e ficará para ser analisado somente em agosto.

segunda-feira 24 de junho| Edição do dia

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes, não devolveu o processo que trata da suspeição do ex-juiz e atual ministro da Justiça Sérgio Moro no caso do triplex no Guarujá e na prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que poderia ser julgado até terça (25), antes do judiciário entrar no recesso de julho. Mendes decidiu não mandar o processo à julgamento após a presidente Cármen Lúcia colocar o julgamento do Habeas Corpus de Lula como 12° item da pauta, inviabilizando de analisado até amanhã, e também deixando para julgamento após o recesso.

O pedido apresentado pela defesa de Lula no fim do ano passado, quando Moro aceitou o convite de Bolsonaro para assumir o Ministério da Justiça, ainda não levava em conta os novos fatos apresentados através do vazamento das mensagens entre Sérgio Moro e Deltan Dallagnol, que comprovam em definitivo o caráter político e persecutório da prisão e condenação de Lula, a verdadeira conspiração dentro do Judiciário por detrás da farsa de seu julgamento.

Leia também: Por que The Intercept não divulga tudo o que tem?

O Esquerda Diário denunciou diversas vezes que a operação Lava Jato era, sob o discurso de "combate à corrupção", uma verdadeira operação pró imperialista, que envolve procuradores, juízes e ministros do STF, de execução do golpe institucional, para deixar o terreno aberto para o capital imperialista.

Defendemos a liberdade imediata de Lula, sem prestar nenhum apoio político ao PT, que aposta e confia no STF e no judiciário, e que abriu espaço para o golpe institucional com suas alianças com a direita tradicional e os setores mais nefastos da política brasileira.

Contra essa democracia manipulada por juízes politicamente interessados, é preciso defender que os juízes sejam eleitos pelo povo, revogáveis a qualquer momento e recebam o mesmo salário de uma professora, abolindo suas verbas auxiliares. Para acabar com a farra de empresários e políticos corruptos, que atinge todos os partidos dominantes, todos os julgamentos por corrupção devem ser realizados por júris populares, abolindo os tribunais superiores.




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