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Medicina no capitalismo, a fitoterapia e as medicinas alternativas

Gilson Dantas

Brasília

quinta-feira 21 de junho| Edição do dia

A tecnologia médica e o próprio ato médico nos marcos do capitalismo, da mercantilização do modo de fazer medicina e dos protocolos médicos, são todos elementos que devem ser questionados e reavaliados pela raiz.

Uma tarefa que somente poderá ser levada adiante – na nossa perspectiva – nos marcos de um processo revolucionário, onde os trabalhadores se insurjam em defesa dos seus direitos, do seu poder político direto, da medicina universal, pública, gratuita e também voltada plenamente para o princípio de “em primeiro lugar não machucar o paciente”.

Nossas lutas políticas, organizadas pela base, pelos locais de estudo e de trabalho, precisam também focar na desmedicalização da vida, a despoluição do nosso meio ambiente, da agricultura e na “despoluição” de uma medicina cada dia mais tóxica/iatrogênica. Que seja, finalmente medicina como atividade social, de massas e ecológica.

Partindo desse pressuposto, de que nas faculdades de medicina se deveria discutir abertamente os efeitos da mercantilização da medicina também sobre os protocolos médicos pouco científicos, foi realizada pelo dr G Dantas [pós-graduando pela UnB e integrante do Esquerda Diário] uma palestra-depoimento, onde foi relatada sua própria experiência na medicina, especialmente com as medicinas alternativas, a partir da sua formação e trajetória médica na UnB e em hospitais públicos.

Foi abordado, para hoje, em torno do tema das medicinas alternativas, uma proposta de linha de crítica à medicina como ela é, excludente, vertical, medicocrática, de mãos dadas com um sistema de saúde pública igualmente elitizado e antidemocrático; e proposto um diálogo produtivo, propular e científico com a fitoterapia, a medicina popular - camponesa e indígena - das plantas medicinais.

Partindo da experiência profissional com as chamadas medicinas alternativas, a palestra abaixo reproduzida em vídeo, foi realizada a convite de estudantes de medicina da Universidade Católica de Brasília [UCB, em Taguatinga, no dia 3/5/2018], seguida de debate.

Nela, a pedido dos alunos, foi especificamente problematizada a questão da fitoterapia nos marcos da medicina moderna, a oportunidade e a cientificidade do seu uso, assim como também, a importância da medicina e da saúde pública como uma ação comunitária, como um ato coletivo, onde os trabalhadores conquistem seu direito sobre a deliberação plena das ações públicas de saúde.

Caso esse tema e outros correlacionados sejam do seu interesse, você pode conferir a fala no vídeo a seguir:




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