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CATALUNHA

Massiva mobilização em Barcelona contra a repressão e o golpe institucional

sábado 21 de outubro| Edição do dia

Esta convocatória foi feita para exigir a liberdade dos Jordis (o presidente da Assembleia Nacional Catalão e de Omnium), mas se massificaram e tomaram um novo conteúdo: pela liberdade dos Jordis, contra o dispositivo 155 (que significa a ocupação militar da Catalunha pelo Exército espanhol), e contra o golpe institucional (a destituição autoritária do governo catalão pelo governo central de Madri).

Santiago Lupe, da CRT, organização irmã do MRT o Estado espanhol

Mariano Rajoy anunciou ao meio-dia a suspensão de todo o governo catalão, Puigdemont, Junqueras e todos os conselheiros (secretários). A partir de agora os ministérios dos governos do PP, que nas últimas eleições autonômicas apenas recebeu 8,5% dos votos na Catalunha, exercerão o governo em todas as áreas, inclusive na educação ou na TV3. O Parlamento sofrerá intervenção, podendo-se discutir apenas aquilo que o governo de Madri autorizar, e será dissolvido quando Rajoy considere conveniente convocar novas eleições. Estas, que são apresentadas como as metas finais do golpe, serão completamente arranjadas: de fato o novo Parlamento catalão que for eleito não poderá propor candidato à presidência, isso será feito por um organismo designado por Madri.

Na manifestação participaram vários membros do governo da Catalunha, que quando deixaram a concentração foram saudados pelos manifestantes ao grito de “Ni un pas enrrere” (Nem um passo atrás).

A coluna dos Comitês de Defesa do Referendo (CDR) foi imensa, chegando às 17h15 na Gran Vía com o Paseo de Gracia várias milhares de pessoas. O massivo cortejo do CDR do Nou Barris desceu até o centro com muitíssima gente, em um clima de revolta. Enquanto atravessava as ruas, acrescia-se gente de outros bairros, enquanto centenas de pessoas acompanhavam saudando desde as portas das casas. Na marcha s escutavam cânticos contra a repressão, pela liberdade dos presos políticos e também pela greve geral.

Enquanto o centro de Barcelona se encheu de manifestantes, os helicópteros da polícia nacional e da Guarda Civil mantiveram uma atitude provocadora, passando o tempo todo pelos arredores da manifestação, recebendo gritos de repúdio e as pessoas cantando "Fora as tropas de ocupação!".

Posteriormente, milhares de pessoas marcharam até a sede do governo catalão (a Generalitat), gritando "Generalitat, a paciência já acabou".




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