Juventude

ARGENTINA

Massiva mobilização de docentes até o Ministério de Educação argentino

Milhares de professores lotaram a praça dos Dois Congressos e depois marcharam rumo ao Ministério de Educação Argentino para exigir uma proposta de reajuste salarial na data base nacional de professores.

segunda-feira 6 de março| Edição do dia

Depois de lotar a Praça dos Dois Congressos, milhares de professores iniciaram a marcha até o Ministério de Educação para exigir uma proposta de reajuste salarial dentro da data base federal, como estabelecido pela lei.

Mario Almirón, titular do SADOP (Sindicato Argentino de Docentes Privados) que agrupa os professores do setor privado, declarou que "o motivo da paralisação, concretamente é a ausência de uma proposta de reajuste salarial dentro da data base, para a categoria de professores. Nós a solicitamos, a exigimos e é uma obrigação que o Governo nacional tem por lei".

E acrescentou: "A não convocatória implica a impossibilidade de discutir um salário justo e condições de trabalho adequadas para nossos companheiros. Não tivemos uma oferta insuficiente, na verdade nem tivemos uma oferta. Tem nos impedido de ter um espaço de negociação. Tem tentado colocar os professores como os vilões e os estudantes como vítimas. Mas na verdade, somos estudantes e docentes vítimas do descumprimento por parte do Governo Nacional da lei que estabelece uma proposta de reajuste salarial durante a data base".

A greve se da no contexto de amplos ataques aos trabalhadores por parte do governo nacional através da modificação da lei que regula as ART e a implementação de convênios que flexibilizam os acordos coletivos como com os petroleiros de Vaca Muerta e ataques dos empresários como em AGR-Clarin, Textil Neuquén, Volkswagen, Acindar e milhares de outros exemplos, por isto o governo teme que a luta dos professores seja tomada como exemplo por milhares de trabalhadores para enfrentar os planos de ajustes do governo nacional e os governos estaduais que têm atacado raivosamente aos professores chamando-os de "oportunistas" e os acusando de "fazer os estudantes de reféns".




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