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PORTO ALEGRE

Marchezan quer aprovar reforma da Previdência do Município e pavimentar caminho para Melo

Faltando menos de um mês para o fim do mandato, o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan envia pacote com 12 projetos de lei para a câmara de vereadores, seguindo a agenda de descarregar a crise sobre os trabalhadores.

terça-feira 1º de dezembro de 2020| Edição do dia

Foto de Jeferson Bernardes PMPA/JC

Seguindo a lógica de Maia que se mostrou ansioso, passadas as eleições, para seguir com os “ajustes das contas públicas” nas palavras dele, Marchezan quer aprovar reforma da previdência municipal a toque de caixa. Para os trabalhadores essas palavras bonitas significam algo bem concreto, mais precarização, menos direitos e pagar pela crise dos ricos capitalistas.

Entre as medidas propostas está o aumento da idade mínima para a aposentadoria, seria de 60 para 65 para homens e de 55 para 62 para mulheres. A justificativa da prefeitura é a mesma da de nível federal, ajustar as contas públicas, para manter a chamada “responsabilidade fiscal”. Numa linguagem reta e simples significa tirar da previdência e diretamente do tempo de vida dos trabalhadores para manter fidelidade ao fluxo imenso de dinheiro público que vai para as mãos dos credores bilionários da fraudulenta dívida pública. A verdade não faz curva, para ser direto trata-se de tirar dos pobres para dar aos ricos.

Mas por quê esperar as eleições? Justamente porque essas pautas são bastante impopulares e afetariam no resultado das eleições. É muita cara de pau. Isso mostra como não é possível resolver os problemas de Porto Alegre e do restante do país através das eleições, e nem se aliando com a direita e com partido golpistas como o PT, PCdoB, e agora também o PSOL em várias cidades, fizeram com uma frente ampla, com os mesmos partidos de direita como a REDE e PSB que aprovaram o golpe de 2016 e inúmeros ataques como à própria reforma da Previdência de Bolsonaro à nível nacional. É preciso dizer o óbvio muita vezes: a derrota da direita não virá se aliando a ela em frentes amplas.

Veja também: O triunfo do golpismo institucional e as tarefas da esquerda

Para que os capitalistas paguem pela crise que criaram e não nós é preciso organizar a luta dos trabalhadores, servidores públicos etc., com independência de classe, em aliança com a juventude negra e precarizada que passa puxando carroça de papelão ou pedalando com mochila de app nas costas e também a juventude estudantil em uma grande frente única contra Bolsonaro, os militares e todo esse regime apodrecido do golpe.




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