Internacional

ALEMANHA - REUNIÃO DE CÚPULA DO G20

Manifestantes contra a cúpula do G20 são desalojados e reprimidos em Hamburgo

Na noite deste domingo a polícia avançou contra um acampamento de protesto contra a reunião de cúpula do G20 que se realizará nos dias 7 e 8 de Julho. Houve repressão e bombas de gás lacrimogênio.

segunda-feira 3 de julho| Edição do dia

No domingo, durante a noite, a polícia desalojou e reprimiu um acampamento de protesto contra a cúpula do G20, a cúpula das principais economias do mundo e das potências emergentes, que terá lugar em Hamburgo nos dias 7 e 8 de Julho, com gás lacrimogênio e confronto direto com os manifestantes.

O acampamento havia sido autorizado pelo Tribunal Contencioso Administrativo de Hamburgo. Os manifestantes solicitaram uma resolução de urgência ao tribunal que foi rechaçada, segundo informou a polícia na sua conta do Twitter.

As primeiras manifestações contra a cúpula, às águas do rio Alster, tem se concentrado em chamados para a luta de forma mais eficaz contra as mudanças climáticas. "O planeta Terra primeiro" tem sido um dos lemas que aparecem nos cartazes dos manifestantes em alusão irônica ao "América primeiro" do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quando tomou a decisão de seu país abandonar o acordo de Paris.

A crise dos refugiados tem sido outro tema que chamou a atenção dos manifestantes, alguns dos quais pediam em suas faixas pelo fim do "genocídio do Mediterrâneo", onde morrem milhares de pessoas a cada ano.

As autoridades alemãs "temem" que durante a cúpula possam ocorrer "atos de sabotagem e ataques incendiários", segundo um documento da Agência Federal Criminal (BKA) obtido nos meados deste fim de semana. Neste texto, se indica que durante a cúpula estarão presentes em Hamburgo integrantes de "grupos extremistas de esquerda internacionais", motivo pelo qual o governo de Angela Merkel já prepara uma militarização da cidade com a disposição de mais de 15 mil policiais, além de 3.500 agentes federais que se ocuparão da segurança do aeroporto e das estações.

"A liberdade de manifestação só é válida para as manifestações pacíficas", declarou o ministro interior Thomas de Maizière na edição dominical do diário Bild, o mais lido da Alemanha. Uma clara mensagem repressiva do governo alemão diante dos mais de 30 protestos que se esperam para esta semana.

(Tradução: André Arruda)




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