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Manifestação em Puerta del Sol: “Madri está com o povo catalão”

A concentração convocada pelas Marchas da Dignidade, à qual dezenas de organizações se somaram, exigiu neste domingo na praça Puerta del Sol a liberdade dos presos políticos, contra a repressão e contra o golpe institucional do Regime contra o povo da Catalunha, através da implementação do artigo 155 da Constituição espanhola.

terça-feira 24 de outubro| Edição do dia

FOTO: Fotos: ID / Coord25S

Mais de duas mil pessoas participaram da manifestação. Estiveram presentes a Coordinadora 25S, Red Roja, Madres contra la Represión, CRT, Pan y Rosas, Izquierda Castellana, Corriente Roja, PC de Madri, Izar, Anticapitalistas e integrantes do sindicato Cobas, entre outras organizações.

Durante a concentração, foram escutadas consignas como “Madri está como povo catalão”, “Presos políticos, liberdade!”, da mesma forma que se escutou gritos de "Jordis liberdade", em referência aos líderes da Assembleia Nacional Catalã (ANC) e Òmnium Cultural, detidos recentemente e acusados de motim.

Ángeles Maestro, porta-voz das Marchas pela Dignidade, denunciou que o artigo 155 “tem cores ditatoriais e somente será imposto se o povo permitir", e assegurou que o povo catalão "vai resistir" e que precisa somente "se retirar das mãos podres" das instituições do Estado Espanhol para "seguir adiante".

Maestro agregou que tanto o povo catalão como o povo de Madri deve retomar o grito de "não passarão" para conseguir "impor a legitimidade e a soberania dos povos", alguns direitos que "querem lhes retirar”.

Antes de finalizar a manifestação, foi lido o manifesto de convocatória das Marchas pela Dignidade, expressando a solidariedade com o povo catalão: “Por trás da brutal repressão sofrida pelas centenas de milhares de pessoas que exerceram seu direito a votar em 1º de outubro, as Marchas pela Dignidadede Madri expressam toda sua solidariedade com o povo catalão, ao mesmo tempo que denunciam a selvagem atuação da polícia nacional e da guarda civil, que se comportaram como um autêntico exército de ocupação.”

Também foi denunciado o saldo de “mais de 800 pessoas feridas, as detenções de membros do governo catalão e de organizações sociais, o inaceitável discurso do rei, a atuação de juízes e fiscais a serviço da repressão, dirigidos pelo governo do PP e apoiados pelo PSOE e Ciudadanos”, que segundo os que convocam “têm mostrado diante dos olhos do mundo e diante de quem quis ver - no Estado Espanhol - até que ponto o Regime de 1978 é herdeiro direto do Franquismo”.

Os organizadores destacaram ao fim da concentração que esperam novas convocatórias diante do brutal ataque que significa a aplicação, por parte do Governo, do artigo 155 na Catalunha.

Tradução: Luciana Vizzotto




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