Política

CRISE NO RJ

Manifestação contra o pacote de maldades de Pezão termina com apoio à Lava Jato e Bolsonaro

Na manhã dessa terça-feira (20), foi convocado um ato unificado dos servidores públicos contra a votação do pacote de ajustes fiscais do governador Pezão (PMDB) e pelo pagamento integral dos salários atrasados.

quarta-feira 21 de dezembro de 2016| Edição do dia

Mesmo com a presença de trabalhadores como os funcionários das universidades UERJ e UENF, professores e pensionistas, por outro lado havia uma forte presença da polícia e bombeiros.

Em muitos discursos e momentos no ato contra o pacote em frente a ALERJ (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), praticamente todos os setores da polícia, tanto civil quanto militar, e bombeiros também, gritavam em apoio incondicional à operação Lava-Jato e exigiam que os parlamentares e nenhum outro poder regulassem promotores e juízes.

Além da exigência de um regime mais autoritário e reacionário, os setores policiais e militares cantavam por Bolsonaro presidente em 2018, como já havia acontecido em outros atos anteriores. Ao longo do ato, aumentava cada vez mais a presença dos setores policiais e de direita, exigindo loucuras como cadeira elétrica para corruptos e comunistas.

O pacote a ser votado na Câmara, com a liderança do deputado Picciani (PMDB), significa enxugar o já escasso orçamento público para áreas de interesse do povo pobre e trabalhador para pagar a dívida pública do Estado. Restaurantes populares já estão sendo fechados, não existem mais remédios e os atendimentos médicos são escassos nas UPA, o Bilhete Único pode acabar, dentre uma longa lista de ataques à classe trabalhadora e à população para pagar uma dívida que não criamos, e sim os governos, banqueiros e especuladores do mercado financeiro.

Os setores policiais e militares atualmente estão em peso contra esse pacote que também os afetam, porém desde o início procurando um acordo em separado para se salvar do pacote, como denunciamos aqui. Os policiais são agentes da repressão e defendem politicamente um regime mais reacionário e anti-trabalhador ao apoiarem incondicionalmente os métodos autoritários e inconstitucionais da operação Lava-Jato e do juiz Sérgio Moro, além de apoiarem o racista, LGBTfóbico, machista e apologista de estupro Jair Bolsonaro para presidente do Brasil.

Diante desse cenário, nós do Esquerda Diário, lançamos a campanha pelo não pagamento da dívida pública para que não falte recursos para a saúde, educação, moradia, transportes, etc, e que a classe trabalhadora, e não agentes policiais, seja a linha de frente contra o governo de Pezão e seus ataques contra nossos direitos sociais e trabalhistas.




Tópicos relacionados

Crise no Rio de Janeiro   /    Dívida pública   /    crise econômica   /    Política

Comentários

Comentar