Teoria

MEDICINA DO CAPITAL

Mamografia: O debate necessário que continua sendo adiado

Gilson Dantas

Brasília

quarta-feira 22 de novembro| Edição do dia

Em uma sociedade onde tudo vem sendo mercantilizado e sendo convertido em fonte de lucro, a medicina apresenta uma intransponível dificuldade em ser transparente e envolvida até o fim com o bem-estar do chamado paciente.

Um exemplo é a sua dificuldade – especialmente forte na oncologia – em conceder ao paciente o direito a uma escolha informada, consciente. Isto é, a dificuldade em esclarecer à vítima de uma enfermidade a respeito de que consequências lhe trará a escolha de determinado tratamento ou mesmo de determinado exame invasivo/tóxico.

No caso dos exames de imagem através de radiações ionizantes, esta questão é crítica.

E com a mamografia, que vem a ser um dos vários exames onde são usadas de radiações ionizantes, isso é patente: não é comum que a mulher a ser submetida a uma mamografia seja informada dos contras desse exame controverso.

Na verdade só ouve os prós. A mulher é levada a crer que se trata de um exame inócuo, que vai lhe fazer só o bem, tão banal como tirar uma fotografia. [Aliás, a mesma mulher que é, na maioria das vezes, convencida a fazer cesárea em vez do parto natural ou que sofre violência obstétrica, sem o devido respeito, ao corpo que lhe pertence].

No caso da mamografia, estamos diante de um exame que está longe de ser uma unanimidade absoluta e virtuosa como a oncologia brasileira quer fazer crer.

Toda a oncologia oficial, toda a indústria do câncer defende incondicionalmente a mamografia, e a lista se estende a cada oncologista, aos conselhos de medicina [que também, por exemplo, baniram a fosfoetanolamina], aos conselhos de radiologia, portanto a verdade é que estamos diante de um amplo mainstream, diante de uma unanimidade, daquele tipo que Nelson Rodrigues tinha uma palavrinha especial para qualificar.

Em outras palavras: a ortodoxia médica tem longa história de negação dos malefícios da mamografia e de exaltação dos seus benefícios.
Essa é a primeira informação que a mulher vai provavelmente ouvir: a do ”pensamento único”.

Mas e no mundo científico, não existem outras vozes? E mesmo tendo se tornado uma questão de Estado [o médico não deve criticar abertamente a oncologia como ela é, ou pode ser legalmente penalizado], será que não há vozes qualificadas dissonantes?

Na verdade, elas existem, sim, por mais que certos conselhos de medicina não as ouçam ou tratem de ignorá-las até o momento em que se sintam tentados a, eventualmente, puni-las.

A cada dia, enquanto o discurso oficial e muito bem remunerado da “indústria médica” das radiações ionizantes [para rastreamento e tratamento do câncer] segue de pé, cresce também o número de livros contra a mamografia.

E isso em setores que, embora ainda minoritários no campo da medicina de vanguarda, mas não são - para nada - menos qualificados que as vozes da ordem médica oficial. Novos livros surgem denunciando o que eles mesmos chamam de “escândalo das mamografias”. Peter Gotzsche [Professor de pesquisa clínica e diretor do Centro Nórdico Cochrane e vinculado à Universidade de Copenhague, Dinamarca] é um desses nomes, e no Brasil já contamos com a dra Lucy Kerr, filha de um dos maiores geneticistas do Brasil e, ela mesma, uma pesquisadora incansável.

E isso para citar apenas alguns nomes. Vários outros têm, de longa data, questionado a propagada isenção científica da alta medicina, muito bem localizada em relação ao Estado e que promove incessantemente a mamografia e exames afins.

Se pensarmos em livros, e apenas para citar alguns – repito, apenas alguns – dos que se ocuparam do tema das radiações ionizantes ou, em especial, da mamografia, pode-se pensar, por exemplo, em:

Greene, G., The Woman Who Knew Too Much: Alice Stewart and the Secrets of Radiation, Paperback – , 2001, by Gayle Greene (Author)
Gøtzsche PC. Mammography screening. Truth, lies and controversies. Radcliffe Publishing Inc 2012, 1ªed, Londres
Hefti R, The Mammogram Myth: The Independent Investigation Of Mammography The Medical Profession Doesn’t Want You To Know About, (e)Book, 2013 (Disponível em Amazon, Apple, Barnes & Noble, Smashwords, Sony, etc.)
Gøtzchhe PC. Rational Diagnosis and Treatment: evidence-clinical decision-making. 4th ed. Chichester:Wiley; 2007
Gofman, J., Preventing Breast Cancer: The Story Of A Major, Proven, Preventable Cause Of This Disease, by John W. Gofman, M.D., Ph. D., 1996
Gofman, J., Radiation-Induced Cancer From Low-Dose Exposure - An Independent Analysis, by John W. Gofman, M.D., Ph. D., 1990 /
Gofman, J., Radiation from Medical Procedures in the Pathogenesis of Cancer and Ischemic Heart Disease: Dose-Response Studies with Physicians per 100,000 Population, by John W. Gofman, M.D., Ph. D., Edited by Egan O’Connor, (1999, 699 pages)
Gofman, J., X-Rays: Health Effects of Common Exams (1986), John William Gofman, Egan O’Connor,

Mas se você prefere começar seus estudos sobre o tema diretamente através da literatura científica, um bom começo pode ser essa lista – bem inicial, bem minimalista - de artigos a respeito do tema:

Dixon JM. Breast screening has increased the number of mastectomies. Breast Cancer Res. 2009; 11 (Suppl. 3): S19
Douek M, Baum M. Mass breast screening: is there a hidden cost? Br J Surg. 2003; 90 (suppl.1): (Abstrat Breast 14)
Gøtzchhe PC. Rational Diagnosis and Treatment: evidence-clinical decision-making. 4th ed. Chichester:Wiley; 2007
Gøtzsche PC. invited response. J Surg Oncol. 2002; 81: 162-3
Gøtzsche PC,Jørgensen KJ, Zahl PH, Mæhlen J. Why mammography screening has not lived up to expectations from the randomised trials. Cancer Causes Control 2012; 23: 15–21.
Gøtzsche PC,Jørgensen KJ. Screening for breast cancer with mammography.Cochrane Database Syst Rev 2013; 6: CD001877–CD001877. (first published in 2001).
Jørgensen KJ, Gøtzsche PC. Overdiagnosis in publicly organised mammography screening programmes: systematic review of incidence trends. BMJ 2009;339:b2587.
Jørgensen KJ, Klahn A, Gøtzsche PC. Are benefits and harms in mammography screening given equal attention in scientific articles? A cross-sectional study. BMC Med 2007;5:12
Kalager M, Adami HO, Bretthauer M, et al. Overdiagnosis of invasive breast cancer due to mammography screening: results from the Norwegian screening program. Ann Intern Med2012;156:491–9
Mammography screening is harmful and should be abandoned, do Nordic Cochrane Centre, Rigshospitalet, Dept 7811, Denmark
Morrell S, Barratt A, Irwing L, et al. Estimates of overdiagnosis of invasive breast cancer associated with screening mammography. Cancer Causes Control 2010;21:275–82
Norris SL, Burda BU, Holmer HK, et al. Author’s specialty and conflicts of interest contribute to conflicting guidelines for screening mammography. J Clin Epidemiol 2012;65:725–33
Wegwarth O, Gigerenzer G, Patients Report Doctors Not Telling Them of Overdiagnosis Risk in Screenings, JAMA Internal Medicine Release, Published online, October 21, 2013. doi:10.1001/jamainternmed.2013.10363. (Available pre-embargo to the media)
Wegwarth O, Schwartz LM, Woloshin S, Gaissmaier W, Gigerenzer G, Do physicians understand cancer screening statistics? A national survey of primary care physicians in the United States, Ann Intern Med. 2012 Mar 6;156(5):340-9.
What Every Woman Ought to Know About Mammography But Usually Doesn’t [https://www.naturalnewsblogs.com/what-every-women-ought-to-know-about-mammography-but-usually-doesnt/]
Zahl PH, Jørgensen KJ, Maehlen J, Gøtzsche PC. Biases in estimates of overdetection due to mammography screening. Lancet Oncol. 2008 Mar;9(3):199-201
Zahl PH1, Gøtzsche PC, Andersen JM, Maehlen J. Results of the Two-County trial of mammography screening are not compatible with contemporaneous official Swedish breast cancer statistics. Dan Med Bull. 2006 Nov;53(4):438-40.

Mas quais os argumentos dos profissionais de saúde e pesquisadores que são críticos inabaláveis e qualificados da mamografia? Qual sua tese central?

Se temos, aqui, que nos restringir a poucas palavras, pode-se dizer que eles alertam que a mamografia causa mais mal do que o bem que ela promete.

E quais suas posições e argumentos em suas próprias palavras? Novamente, vejamos apenas uma pequena amostra:

O dr David H. Newman, MD, admitiu em um artigo do New York Times que “durante anos, médicos (como eu mesmo) já sabemos que o rastreamento com mamografia não salva vidas ou então salva tão poucas que os seus danos ultrapassam de longe seus benefícios” [Newman DH, “Ignoring the Science on Mammograms”, The New York Times (online blog), 28-Nov-2012

Por sua vez, no site GreenMedInfo, 1/4/2013, o dr Gilbert Welch discute as descobertas do número de 22/11/2012 do New England Journal of Medicine, em artigo intitulado “Effect of Three Decades of Screening Mammography on Breast Cancer Incidence” , artigo do qual ele mesmo foi co-autor, argumentando que aquela pesquisa mostra, em detalhes chocantes, como 1,3 milhões de mulheres foram desnecessariamente tratadas para “cânceres” que jamais teriam prosperado a ponto de lhes causar dano. E continua, dizendo que aquele foi um dos mais importantes estudos do nosso tempo, mas poucos tiveram a oportunidade de entender, em sua clareza gráfica, o significado daquela pesquisa.

As conclusões da dra Lucy Kerr, estudiosa de longa data sobre o assunto e pioneira no Brasil da luta contra a mamografia, são terminantes; segundo ela, a mamografia oferece perigos e não tem capacidade de “reduzir a mortalidade pelo câncer de mama segundo dados científicos disponíveis em várias fontes, inclusive o site do INC-USA (Instituto Nacional do Câncer – EUA) atualizado em 5 abril de 2013 e que vertemos para linguajar menos técnico. Repetindo: 1. A exposição anual à radiação propicia o surgimento do câncer mamário (denominado de câncer radiogênico). Se te disseram que esse perigo é desprezível, te enganaram. Veja abaixo a exposição esclarecedora. 2. A compressão demasiada do tecido mamário durante o exame contribui para que o câncer se espalhe pelo restante do corpo, caso esteja presente na ocasião do exame.

3. Atraso no diagnóstico do câncer que está presente, mas não é detectado pela mamografia, o que é denominado de falso-negativo. 4. As chances de cura reduzem quando há atraso no diagnóstico e tratamento do câncer de mama devido a uma mamografia falso-negativa (piora o prognóstico). 5. Um terço de todos os casos de câncer de mama surge no intervalo entre as mamografias. 6. Não ter, mas ser diagnosticada como tendo câncer, o que é denominado de falso-positivo.
7. Diagnóstico é exagerado e o tratamento excessivo, um problema grave e comumente ignorado pelas mulheres. 8. Baixo controle de qualidade. 9. A mamografia não reduz a mortalidade por câncer de mama, deixando de realizar justamente o propósito pelo qual ela foi introduzida no diagnóstico médico”. [dados de 8/13, da nota intitulada 10 BONS MOTIVOS PARA VOCÊ NÃO FAZER MAMOGRAFIA, do seu site https:lucykerr.wordpress.com]

É dela também o argumento de que “Os programas de rastreio do câncer da mama na Suíça devem diminuir muito a partir da recomendação do Conselho Médico Suíço, cujo teor foi publicado em 16 de abril, no New England Journal of Medicine por dois de seus conselheiros, Dr. Nikola Biller – Andorno , MD , Ph.D., e Dr.Peter Jüni , MD. O Conselho chegou a essa conclusão ao verificar que o rastreamento mamográfico não produz benefícios claros, embora os prejuízos estejam mais que evidentes, de acordo com o editorial e repete as recomendações feitas no relatório de fevereiro de 2014 realizado pelo mesmo Conselho, um grupo não governamental que aconselha as agências governamentais e prestadoras de serviços de saúde.

Os autores afirmam, em referência ao rastreamento de rotina pela mamografia promovido pelos sistemas públicos de saúde, que ´um programa de saúde pública, que claramente produz mais malefícios do que benefícios é difícil de justificar do ponto de vista ético. Finalmente, pessoas de reconhecido gabarito científico, sensatas e competentes avaliam corretamente um programa com inúmeros riscos para as mulheres (de radiação, de diagnóstico excessivo, de biópsias desnecessárias, de tratamentos exagerados, entre outros) e sem o benefício preconizado (reduzir a mortalidade por câncer de mama)”.[Idem]

A dra Kerr também alerta que “a manutenção da mamografia está embasada em pesquisas com graves erros metodológicos científicos conforme denunciado pela Cochrane [Dinamarca], que também constatou que o método havia aumentado as mastectomias desnecessárias nos países que a adotaram para rastrear o câncer de mama, devido realizar o diagnóstico do câncer que não existe (1 em cada 3 casos diagnosticados como câncer), além de não detectar a metade dos cânceres que estão presentes nas mamas na época do exame. As pesquisas que foram consideradas corretas metodologicamente pelos critérios adotados pela Cochrane foram unânimes em condenar o método. Estes são alguns dos motivos que geraram a recomendação da Cochrane para abolir a mamografia, o que já foi adotado pela Suíça em 2014. Entretanto, as propagandas enganosas neste outubro negro prosseguem, iludindo as mulheres e fazendo-as crer que estarão protegidas do câncer de mama se realizarem o exame”. [Idem]

Também o médico paulista dr.Rondó denuncia a mamografia [no seu Mamografia: um falso senso de segurança, de 10/2016, no link www.drrondo.com/mamografia-falso-senso-seguranca], argumentando que “Convencionalmente, acredita-se que a melhor prevenção contra o câncer de mama seria a mamografia, com possível detecção precoce de câncer em potencial. Algo, aparentemente, pouco lesivo, correto? Porém, a realidade é bem diferente… A mamografia não é tão inócua como se imaginava!

A exposição à radiação ionizante é, por si só, um causador de câncer. Além disso, apresenta uma taxa de falso positivo altíssima, aonde as mulheres são submetidas a testes adicionais, invasivos, causando um estresse psicológico e possível tratamento de câncer sem necessidade real. O Conselho Médico da Suíça também passou a não recomendar mais a mamografia de forma sistemática, igualmente limitando os intervalos entre esses rastreios mamográficos. Eles entendem que as recomendações são baseadas em estudos desatualizados e os benefícios não superam os riscos para as mulheres.

Porém, ainda há grupos que se recusam a seguir essas orientações, ainda indicando o exame anualmente para mulheres com mais de 40 anos de idade, como o American Cancer Society, o National Cancer Institute e o American College of Radiology”. [Grifo nosso]

Ele segue argumentando, no mesmo artigo, que “um dos estudos maiores e mais longos de mamografia até agora descobriu que a mamografia não tem absolutamente nenhum impacto positivo sobre a mortalidade do câncer da mama, enquanto que 22% das mulheres rastreadas foram expostas a falsos positivos e tratamento desnecessário. E em 2014, estudo publicado no BMJ [British Medical Journal], o maior e mais longo estudo sobre mamografia, envolvendo 90 mil mulheres, acompanhadas por 25 anos, observou que a mamografia não tem nenhum impacto na mortalidade de câncer de mama” [grifo nosso].

E cita outro dado, de que “pesquisa publicada em 2011, no The Lancet Oncology, demonstrou pela 1ª vez que mulheres que mais fizeram mamografia tiveram a maior incidência cumulativa de câncer de mama invasivo, num segmento de 6 anos, comparado com um grupo que realizou menos exames”.

Catherine, no seu site Butternutrition, argumenta, citando o dr Ray Peat, que “a exposição a radiações ionizantes por conta das mamografias representa, atualmente, uma causa conhecida do câncer de mama. De acordo com o dr Ray Peat, PhD, ´o estrogênio e a radiação ionizante são as mais claramente documentadas causas do câncer de mama. Seus efeitos excitatórios levam a inflamação, edema, fibrose e interrupção dos processos regulatórios intercelulares” [ https://butternutrition.com/why-i-wont-get-a-mammogram/] [Grifo nosso]

São argumentos a ponderar.

E mesmo que esta nota não pretenda avançar em nenhuma tese, mesmo que não possa ir além de indicar parte do volumoso acervo já existente de argumentos contra a mamografia, mesmo que não se trate, aqui, de um debate de médicos com médicos e sim de uma polêmica que deva ser levada adiante no seio dos trabalhadores de saúde, lado a lado com a população, com as mulheres, a grande pergunta pode ser a seguinte: será que já não há indícios mais do que suficientes para que esse debate não continue sendo adiado [confira o vídeo abaixo]?

Será que ele deve continuar sendo ignorado, por exemplo, pelos trabalhadores organizados, pelos mais sensíveis e combativos agentes de saúde e pela esquerda?
Não estamos claramente diante de uma questão que diz respeito, mais uma vez, ao direito da mulher ser informada até o fim sobre os procedimentos que os médicos vão impondo para seu corpo? Existe alguma sombra de dúvida quanto à resposta? E quanto à perspectiva de solução? Alguém acha que esse tipo de problema pode vir a ter solução pela medicina mercantilizada, sob compulsão do lucro? Não terá a assistência médica que ser pública, gratuita e controlada democraticamente pelos trabalhadores e usuários?

Mas e hoje? Até quando a única opinião e diretriz a ser ouvida e executada será a dos doutores?

Até quando a mamografia – como tantas outras medidas dirigidas às mulheres [ou será contra as mulheres como argumentam seus críticos?] - vá continuar sendo feita sem que seja, para a mulher, uma escolha consciente, informada?

Ou, resumindo: diante da postura monocrática da corporação médica, não já está passando da hora para que tomem a palavra as organizações dos trabalhadores e os estudantes da área da saúde, os sindicatos, estudantes de medicina, também seus centros acadêmicos, os órgãos estudantis em geral, os movimentos de mulheres e os setores mais íntegros da esquerda?
Crédito de imagem [modificada: site do National Cancer Institute, USA.

[Advertência: Em nenhuma das suas partes esta nota pretende diagnosticar ou tratar qualquer doença ou servir como substituto para o aconselhamento médico. Consulte seu médico antes de começar qualquer tratamento para uma condição clínica. O autor desta nota – e o Esquerda Diário – não são responsáveis por qualquer mal-entendido ou mau uso da informação aqui contida ou por qualquer perda, dano ou injúria causada ou alegada de ser causada direta ou indiretamente por qualquer informação a partir desta nota].

Caso lhe interesse mais informações, pode assistir ao vídeo abaixo:




Tópicos relacionados

Capitalismo   /    Ciência e Tecnologia   /    medicina do capital   /    Teoria   /    Gênero e sexualidade

Comentários

Comentar