Gênero e sexualidade

Malafaia: o exímio pregador do ódio da burguesia contra as mulheres e LGBTs

O pastor machista e LGBTfóbico Silas Malafaia voltou aos noticiários nos últimos dias devido as denúncias de corrupção. Com um histórico de declarações que vão na contramão dos direitos das mulheres e LGBTs, ele vem sendo há anos um exímio representante da ideologia burguesa.

Odete Cristina

São Paulo

segunda-feira 19 de dezembro de 2016| Edição do dia

O pastor machista e LGBTfóbico Silas Malafaia voltou aos noticiários nos últimos dias, dessa vez devido a sua condução coercitiva pela Polícia Federal por conta da acusação de receber dinheiro de um dos escritórios de advocacia responsável pelo esquema de corrupção de lavagem de dinheiro na cobrança de royalties de exploração mineral. Conhecido por seus discursos de ódio contra a vida das mulheres e das LGBTs, o reacionário direitista dessa vez ganhou o apoio do estuprador confesso Alexandre Frota e do seu "companheiro de fé", o Bispo da Igreja Universal Marcelo Crivella, prefeito eleito do Rio de Janeiro.

O histórico do pastor é recheado de investigações, em 2013 foi acusado juntamente com o asqueroso Marco Feliciano, por calúnia, difamação, formação de quadrilha e outros crimes cometidos por ambos. A ação criminal foi protocolada por deputados federais do PSOL e do PT, devido devido às declarações públicas de teor racista, homofóbico e misógino nas redes sociais e fora delas, proferidas pelo então presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. Nesse mesmo ano, também ficou em terceiro lugar na levantamento feito pela revista Forbes, com base nos dados do Ministério Público e da Polícia Federal sobre as famigeradas “fortunas da fé”, arrecadadas em base ao dízimo de milhões de fiéis Brasil afora em troca de palavras e esperança, que no caso de Malafaia chegava aos 300 milhões de reais. Em 2015, tornou-se réu novamente, dessa vez por homofobia e incitação a violência contra os participantes da Parada LGBT, devido às declarações proferidas na televisão que pediam para “entrar de pau” e “descer o porrete em cima pra esses caras aprenderem”.

Malafaia vem a anos se mostrando como um dos mais fervorosos defensores da ideologia machista, racista e LGBTfóbica que a burguesia prega. Suas declarações de ódio aos setores oprimidos por esse sistema capitalista e sua utilização da fé alheia como forma de enriquecimento são absurdas, repugnantes e despertam em nós uma vontade de justiça. Contudo não podemos nos iludir acreditando que esse desejo será respondido por essa mesma justiça burguesa que já o inocentou tantas outras vezes pelos crimes contra os LGBTs e que é responsável direta pelas mortes de tantas mulheres causadas por abortos clandestinos.

Somente a organização de todos os setores oprimidos aliados a classe trabalhadora é que poderemos dar um resposta de fundo para evitar que Malafaias, Felicianos e Frotas continuem disseminando o machismo, o racismo e a LGBTfobia. Somente com a força da nossa luta é que poderemos também dar um fim a corrupção inerente a esse sistema capitalista. Não podemos aceitar que políticos como Malafaia continuem aprovando mudanças e ataques aos nossos direitos, mudanças que visam deixar intactos seus lucros, seus privilégios e este sistema podre que se beneficia do suor da grande maioria da população, que são os trabalhadores, mas também do machismo, do racismo e do preconceito sexual.

Precisamos organizar nossa luta em cada local de estudo e trabalho, exigindo das centrais sindicais e estudantis um verdadeiro plano de luta e lutar por uma Nova Constituinte, que possa tomar para si as demandas dos setores oprimidos. Só assim conseguiremos fazer um experiência com o conjunto da classe trabalhadora e a juventude para tomar os rumos do país em suas mãos e avançar na luta por um verdadeiro governo dos trabalhadores de ruptura com o esse sistema capitalista que perpetua a exploração e opressão, disseminada por Malafaia e tantos outros representantes dessa ideologia burguesa.




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