Sociedade

CONTRA O DESPEJO DO QUILOMBO CAMPO GRANDE

Mais um ato em repúdio ao despejo do Quilombo Campo Grande ocorre em frente ao Palácio da Liberdade em BH

Pelo segundo dia consecutivo, manifestantes se organizam em frente ao palácio da liberdade, antiga sede do governador de Minas Gerais, em ato em apoio à resistência dos trabalhadores sem terra que estão sendo despejados com brutalidade covarde pela polícia militar a mando de Romeu Zema.

sexta-feira 14 de agosto| Edição do dia

O acampamento organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra em Campo do Meio (MG), habitado por 450 famílias agricultoras, resiste pelo terceiro dia à ação brutal de despejo pelas mão da polícia militar, que já colocou abaixo a escola e deixou dezenas de feridos, desespero, crianças sumidas, num cenário desolador, em que a polícia ateou fogo ao acampamento e atirou bombas contra os moradores que seguem resistindo.

A ação covarde do governador Zema, em meio ao auge da pandemia no estado, vem sendo amplamente rechaçada nas redes sociais, chegando aos trending topics no twitter. Mas o rechaço também chegou às ruas e pelo segundo dia, manifestantes se reúnem em frente ao palácio da liberdade, na região centro-sul da capital mineira para protestar contra a ação que tira de suas terras moradores que aí vivem e trabalham há mais de 20 anos.

A culpa também recai sobre os ombros de Bolsonaro que, no começo da pandemia, vetou um projeto de lei que proibia despejos em meio a ela. Porém sabemos que independente da situação calamitosa de crise sanitária, os despejos ocorrem cotidianamente, deixando na rua milhares de famílias, às custas de proteger a propriedade capitalista, mesmo nos casos em que as propriedades foram abandonadas e ocupadas por anos, tornando-se terras produtivas, como é o caso do Quilombo Campo Grande.




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