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GREVE NA FRANÇA

Macron reprime ferroviários contra ataques ao funcionalismo público na França

Emmanuel Macron está enfrentando a força da classe trabalhadora do país com a sua primeira experiência de greve geral desde que assumiu a presidência da França (maio de 2017) e reprimiu manifestações contra as reformas que atacam o funcionalismo público no dia 22 de março.

Cássia Silva

estudante de Ciências Sociais na Unicamp e militante da Faísca

terça-feira 3 de abril| Edição do dia

A greve geral de três meses, segundo votação dos trabalhadores do SNCF (empresa pública de transporte ferroviário de passageiros e mercadoria e também de manutenção das linhas ferroviárias), teve início agora em abril e é contra o corte de 120 mil vagas no funcionalismo público até o fim de 2022, que será através de demissão voluntária a partir de um mecanismo que garanta o pagamento de acordo com a produtividade do trabalhador. Isso se agrega também às propostas de mudanças de Macron na SNCF com o fim do emprego vitalício, aumento anual de salários e da aposentadoria antecipada.

Mesmo com esse enfrentamento, já tendo aplicado reforma trabalhista e querendo aplicar reforma da previdência, Macron afirma que vai continuar com os ataques aos funcionalismo público. Mesmo com o apoio da população francesa à greve.

Na quinta-feira, 22 de março, manifestações aconteceram por todo o país contra as reformas, houve confronto com a polícia na capital, Paris, em que a repressão se utilizou de bombas de gás e canhões de água na dispersão dos manifestantes. Nesse dia, várias categorias de trabalhadores parisienses entraram em greve para participar das manifestações, como professores, ferroviários e aeroportuários (30% dos voos foram cancelados e 13% das escolas foram fechadas).

Nitidamente, Macron parte para a repressão ofensiva na capital francesa por conta da influência que a categoria de ferroviários possui em parar todo o país com sua greve, ainda mais porque estão recebendo apoio de outros setores em luta, como os estudantes, que estão lutando contra os planos de reforma universitária implementados por seu governo.

Para mais informações sobre a greve dos ferroviários na França: http://www.esquerdadiario.com.br/Greves-dos-ferroviarios-paralisam-a-Franca-e-enfrentam-governo-de-Macron




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