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MAURICIO MACRI

Macri em Nova York: prestar contas ao grande capital imperialista

O presidente argentino chegou na manhã de domingo nesta cidade. O fez junto a Juliana Awada e Nicolás Dujovne. Tentará manter encontros por fora da agenda com Lagarde e Trump.

terça-feira 25 de setembro| Edição do dia

O presidente argentino Mauricio Macri chegou na manhã deste domingo em Nova York, acompanhado de sua esposa, Juliana Awada, e o Ministro da Fazenda, Nicolás Dujovne, com o objetivo de participar da Assembleia das Nações Unidas (ONU).
Nas margens do motivo oficial da visita, tanto Macri como Dujovne tem altas expectativas para esta viagem. Esperam poder realizar reuniões informais com o presidente estadounidense, Donald Trump e com a titular do FMI, Christine Lagarde, como demonstrações de apoio à sua gestão.

Mas a grande esperança de Macri, e a de seu ministro Dujovne, é de que a viagem diplomática sirva para oficializar o novo acordo com o FMI.
Por volta do meio-dia de ontem e frente à imprensa que esperava alguma declaração presidencial, Macri disse que tem as “melhores expectativas. Vamos contar-lhes a todos os americanos e a todos os estrangeiros sobre o bom futuro que temos os argentinos”.

A agenda do presidente argentino estará carregada de reuniões com os representantes do grande empresariado imperialista. Assim, segundo informou a Presidência da Nação, no dia de ontem esteve desde as 7:45 (8:45 Argentina), Macri participou de café da manhã com investidores nos escritórios do Financial Times.
Posteriormente, as 9:45, foi entrevistado por este mesmo meio. As 10:35 teve outra entrevista com Bloomberg News.

As 13:30 almoçou com empresários investidores e as 14:30 se encontrou com a presidenta e diretora geral da Americas Society/Council of the Americas, Susan Segal, assim como com representantes da Amcham (Câmara de Comércio entre Argentina e EUA).

Na noite de ontem, o presidente argentino e sua comitiva participaram de um jantar organizado por Trump para os mandatários que participam do Debate Geral da ONU.
A agenda segue o dia de hoje na abertura do debate da Assembleia Geral da ONU e mais tarde com uma reunião com os mandatários do Mercosul.

Seu dia de reuniões com grandes representantes da burguesia imperialista teve como acontecimento argentino simultâneo o começo da paralisação nacional de 36 horas, com manifestações massivas em diferentes Estados do país. O deputado federal Nicolas del Cañ foi também ameaçado de morte por centenas de mensagens de whatsapp, justamente no dia que antecedia o dia de hoje que promete uma paralisação ainda mais contundente. Enquanto Macri esbanja jantares, as trabalhadoras e trabalhadores lutam junto à juventude e o movimento de mulheres contra os ataques dele e do FMI.




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