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MEC | MEC distribuiu Bíblias de editora de membro de gabinete paralelo em evento com ministro

Segundo prefeito que não quis se identificar, a aquisição de Bíblias por parte da prefeitura era pré-requisito para a ida de Ribeiro em sua cidade.

quinta-feira 24 de março | Edição do dia

IMAGEM: Twitter/Reprodução

No marco do mais recente escândalo do governo Bolsonaro, onde esquema de propinas por parte do Ministério da Educação (MEC) vem sendo exposto, a partir de áudios vazados de membros de seu gabinete, isso também se expressava através da compra de Bíblias para serem distribuídas em cidades e em eventos, segundo denúncias de prefeitos.

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Entre os denunciados, estão Arilton Moura, suspeito de compor um gabinete paralelo do MEC, como quem fazia a negociação entre as verbas do governo, além de Gilmar Santos, que é próximo ao ministro Milton Ribeiro, e que detém a editora Cristo para Todos, que produziu Bíblias em um evento com o ministro na cidade de Nova Odessa, no interior de São Paulo.

Os casos se sucederam em algumas cidades no país, sendo que o prefeito de Bonfinópolis (GO), Professor Kelton (Cidadania) disse ao jornal Estadão que num almoço com Arilton após uma reunião no Ministério da Educação, o mesmo teria dito que poderia angariar recursos para escolas no município se tivesse “R$ 15 mil” por parte do prefeito, para custear suas “despesas” em Brasília.

Outro caso também envolveria um prefeito que não se identificou, mas de uma cidade do interior paulista, mas que teria dito que a compra de Bíblias era uma condição para a vinda de Ribeiro em um evento na cidade, assim como teria ocorrido na cidade de São João de Boa Vista, também no interior de São Paulo.

As descrições desses eventos, como em Nova Odessa, passavam pelas pregações desses dois pastores, inclusive com chamados ao acesso de “brindes” em mesas com funcionários do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), sendo as próprias Bíblias tais brindes anunciados.

Esses acontecimentos escancaram novamente a face deste governo, que fere a laicidade do Estado através de fundamentalistas em seu gabinete e escândalos deste tipo. Em um ministério voltado para a educação, a absurda imposição de artigos religiosos em eventos ou para distribuição por parte de prefeituras é um caso extremamente grave, ainda que pouco surpreendente pensando na trajetória de Ribeiro ou mesmo de Bolsonaro.

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