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MBL defende os fascistas de Charlottesville, depois de ter dito que eram de esquerda

O movimento liberal-conservador-reacionário não para de passar vergonha.

quarta-feira 30 de agosto| Edição do dia

A última do Movimento Brasil Livre foi apoiar os manifestantes racistas, supremacistas brancos e neonazistas em geral que compareceram à manifestação em repulsiva manifestação em Charlottesville que resultou na morte de Heather Heyer.

Depois de terem dito que o fascista assassino que pilotava aquele carro teria "fundado o PT americano", e de ter afirmado que o nazismo teria alguma coisa à ver com socialismo por causa do nome do partido, agora o MBL publica postagens afirmando que os racistas da KKK e dos grupos neonazistas americanos seriam "opositores políticos" que tiveram suas vozes cerceados pelos manifestantes antifascistas.

Por exemplo, nesta postagem que apagaram 1h depois:

Dentro do artigo, uma montagem com imagens da CNN, em que o autor descreve a KKK, os neonazistas e racistas de Charlottesville como "as vítimas da extrema esquerda" enquanto que a reacionária televisão americana (provavelmente a mais de direita do Globo) é acusada de esconder a "violência contra opositores políticos".

A mesma operação é feita em outra postagem, de vídeo com um americano da ultra-direita defendendo o direito de manifestação da KKK e dos neonazistas, que por sua vez consiste em eliminação na supremacia branca armada até os dentes para eliminar os negros, judeus e imigrantes.

Mas para o MBL eles seriam na realidade "pessoas inocentes na rua" como lemos na postagem:

Assista por sua própria conta e risco.

No vídeo, o supremacista branco tenta passar a história de que os fascistas da supremacia branca seriam "pessoas tranquilas" agredidas (merecidamente) pela extrema-esquerda e a Antifa. O MBL deveria sair de cima do muro e fazer logo o convite para os supremacistas brancos, fascistas e neonazistas participarem de seu movimento que defende idéias às vezes parecidas, como o Projeto Escola Sem Partido para calar a esquerda e o debate de gênero ou a história dos negros, ou então o aumento do encarceramento da população negra com o projeto de endurecer o sistema prisional defendido pelo MBL.

O problema teria que explicar para eles porque é que semanas atrás chamou estes mesmos Neonazistas de "comunistas", neste vídeo:

Também leia: Entenda por que o nazismo nunca teve nada a ver com o socialismo

A verdade é que a crise de identidade sofrida pelo MBL é sofrida por toda a direita "liberal" internacional, que se diz "democrática" somente para apoiar a extrema-direita contra a esquerda e qualquer grupo oprimido da sociedade. Este movimento ocorre nos EUA, com membros do Tea Party, a extrema-direta "libertarianista"(ou ultra-liberal, como preferir), tendo se unificado aos fascistas de Charlottesville durante a campanha de Trump e defendido a "liberadade de manifestação" destes.

Um exemplo do tipo de "manifestação" desta direita podemos encontrar concentrado em Richard Spencer, uma das figuras da "Alt-Right" que tenta trazer vender as ideias da extrema-direta racista com uma cara jovem:

No fim de tudo, os "liberais" ou "libertários" são uns demagogos advogados dos fascistas que surgem na cena para defender sua "liberdade de manifestação" e desaparecem quando seu "odiado" estado capitalista reprime as manifestações dos trabalhadores e de qualquer grupo oprimido. Estes "libertários" de direita não saem de casa sem ajuda a proteção do estado capitalistas, está é que é a real.

E como suas "ideias" não enganam ninguém, um forte movimento contra a extrema-direita, com Black Lives Matters, a juventude e os Antifa, estão surgindo nos estados unidos para garantir que, "democraticamente", os fascistas recebam uma resposta à altura:

FOTO CAPA: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

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