Gênero e sexualidade

1º DE MAIO

Lutadoras da classe operária internacional

Nesse primeiro de maio, resgatamos algumas mulheres trabalhadoras, negras e que fizeram história. Elas foram, indiscutivelmente, protagonistas das suas vidas.

quarta-feira 2 de maio| Edição do dia

Elas foram, indiscutivelmente, protagonistas das suas vidas. Contra todos as reprovações e descriminações que viviam as mulheres de sua época, abraçaram a luta das exploradas e explorados e com essa bandeira à frente, superavam as dificuldades com paixão e coragem. Onde outros poderiam ter visto uma vítima, das condições sociais, da desigualdade, dos preconceitos de uma época, elas viram a possibilidade de se transformarem em agentes de transformação. En las vísperas de otro 1º de Mayo, Día Internacional de las Trabajadoras y los Trabajadores, traemos a las lectoras y lectores de La Izquierda Diario, las maravillosas historias de algunas de estas luchadoras de la clase obrera internacional.

Lucy Eldine Gonzalez começou uma intensa militância no fim do século XIX junto a seu companheiro Albert Pansos, um dos mártires de Chicago. Conseguiu transformar-se em um ícone da luta da classe trabalhadora e em uma verdadeira preocupação para o Estado norteamericano.

Elizabeth Gurley Flynn tinha quinze anos na primeira vez que foi julgada. E o julgamento era contra ela. Depois de ser presa, o juiz lhe perguntou: “Você espera se transformar em uma agente do socialismo falando em Broadway?”. “Na verdade, sim”, respondeu a menina,que tinha que subir em caixotes de verdura para que sua voz fosse escutada nas ruas de Nova York.

Flora Tristán foi venerada pelos trabalhadores, aos quais dedicou fervorosamente seus últimos dias e quem lhe ofereceram as palavras de reza sob a sua tumba: “Em memória à senhora Flora Tristán, autora de ‘A União Operária’, os trabalhadores agradecidos. Liberdade, Igualdade, Fraternidade, Solidariedade.”

Genora Johnson Dollinger tinha 23 anos quando decidiu fundar a Brigada Auxiliar de Mulheres. Sua vida, como a de tantas outras, não era fácil. Nascida em Kalamazoo e criada em Flint, cidade da qual a General Motors era proprietária, se fez militante do Partido Socialista aos 16 anos.

Teresa Flores, nasceu e Iquique no ano de 1891 e meio ao fervor dos empresários ingleses enriquecendo-se com o salitre, em uma época que não era permitido às mulheres nem ler, nem escrever, para somente se dedicarem ao serviço santificado da família e dos lares que formavam filas de casinhas de calamina.

Tatiana Gitel Rabinowitz, ou Matilda, teve uma vida intensa. No decorrer de um ano e meio participou de importantes greves têxteis como a de Lawrence de 1912 e a de Little Falls de 1913, e se destacou como agitadora nas fábricas automotrizes de Detroit. Operária, imigrante e militante, com 26 anos tinha ganho seu lugar na história da classe operária norte-americana, marcada a fogo por uma luta que conquistou a vitória de milhares de mulheres pelo pão e pelas rosas.

Em fevereiro de 1913, Mother Jones foi condenada em uma corte militar a 20 anos de prisão por incitar a violência. As crônicas contam que inclusive quis ler a declaração de independência norte-americana e a prenderam. Tinha 75 anos.

No 5 de julho de 1857, nasceu Clara Zetkin, a mulher que, desde o Partido SocialDemocrata Alemão, se transformaria na maior organizadora de mulheres operárias e socialista de seu tempo.




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