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Luta do Walmart no Chile tem terceiro dia de greve com milhares de trabalhadores nas ruas

Ao grito de “vai acabar a ditadura do Walmart”, mais de 4.000 trabalhadores marcharam em direção ao Ministério do Trabalho exigindo melhores condições de trabalho, aumento salarial e contra a impunidade patronal.

terça-feira 16 de julho| Edição do dia

“Vai acabar a ditadura do Walmart” foi o canto de milhares de vozes de trabalhadores que se fizeram escutar na manhã de sexta-feira (12) do lado de fora do Ministério do Trabalho, no Chile.

Os trabalhadores em greve denunciaram que a transformação trazida pela automatização envolve maior precarização do trabalho. Rechaçaram a intransigência da empresa e as práticas de substituições dos trabalhadores em greve.

“Queremos deixar em evidência frente à opinião pública que os trabalhadores do Walmart dizemos não à precarização, que a transformação tem que ser com direitos e garantias, a automatização tem que ser com os trabalhadores, o futuro é com os trabalhadores do SIL e com os trabalhadores do Chile” disse o dirigente do Sindicato Interempresa Lider Walmart, e acrescentou que “Frente à distância que existe com relação aos pontos da negociação coletiva, temos que estar mais unidos do que nunca”.

Fora da Direção do Trabalho (DT) houve discursos e a manifestação que confluiu com uma convocatória da CUT. Segundo o site, a convocatória exigia a renúncia do diretor da Direção do Trabalho, Mauricio Peñaloza, “pelo notável abandono dos deveres de diretor nacional da Direção do Trabalho (DT)” que haveria “aborrecido as organizações sindicais do país. Sua vocação empresarial está traindo o espírito com o qual foi criada a DT que é proteger a parte mais fraca da relação de trabalho que sem dúvida são os trabalhadores e trabalhadoras”.

Os dirigentes destacaram como o sindicato havia recebido apoio de “companheiros, colegas, amigos íntimos, amigos, organização sindicais, confederações do comércio, etc.”

A intransigência e a prepotência empresarial

Através do Facebook, o sindicato denunciou práticas irregulares, como a presença da polícia como escolta do supermercado LIDER na cidade de Maipú. “Somos trabalhadores fazendo valer nosso DIREITO À GREVE, não temos que ser reprimidos #HuelgaSIL #Elsilsomostodos”, reclararam em sua publicação.

Muitos trabalhadores não participaram da marcha, porque tiveram que ter acesso aos estabelecimentos e permaneceram nos locais para impedir as substituições e tornar efetivo seu direito à greve.

Uma trabalhadora de base informou ao La Izquierda Diario Chile (Esquerda Diário - Chile) que estavam recebendo represálias, que não estavam recebendo o pagamentos dos dias trabalhados. Esta denúncia evidenciou a intransigência da empresa em relação às demandas legítimas dos trabalhadores.

A unidade necessária para vencer

A greve é um direito fundamental e internacional, mas no Chile se reprime esse exercício, tal como haviam reprimido os professores na paralisação que fizeram por mais de um mês.

Nesse sentido, a Associação do Colégio de Professores do bairro Lo Espejo convidou os trabalhadores do Walmart para fortalecer a unidade desde as bases, para que toda a família faça parte da luta pela educação pública e pela unidade dos trabalhadores que é necessária para vencer.

A presidente da associação do Colégio de Professores Lo Espejo, María Isabel Martínez, chamou a participar do “Festival pela Unidade da Educação Pública”.

“Nenhum governo e nenhum patrão nunca nos deram nada, tudo o que temos conquistamos. Nem a Direção do Trabalho, nem a Controladoria colocaram abaixo a ditadura do Walmart e a educação de Pinochet. Temos que unir as forças com os professores e os estudantes para golpear com um só punho o Chile que entrega os recursos naturais, como o cobre, nas mãos manchadas de sangue e corrupção do Exército e não para a educação, seus trabalhadores, estudantes e comunidades”.

O convite foi compartilhado pela Facebook do Sindicato de Walmart:




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