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LAVA JATO

Lula vira réu na Lava Jato mais uma vez

Nesta segunda (19) Sérgio Moro aceitou denúncia contra o ex-presidente. É a quarta vez que Lula é réu em processos da Operação Lava Jato.

segunda-feira 19 de dezembro de 2016| Edição do dia

Segundo a denúncia, Lula comandava uma estrutura ilícita para conseguir apoio parlamentar, baseada na distribuição de cargos na Administração Pública Federal. A denúncia aponta que o suposto esquema teria sido instalado nas mais importantes diretorias da Petrobras, mediante a nomeação de Paulo Roberto Costa e Renato Duque para as diretorias de Abastecimento e Serviços da estatal, respectivamente.

Além de Lula, também viraram réus nesta ação o empresário Marcelo Odebrecht, acusado da prática dos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro; Antonio Palocci e Branislav Kontic, denunciados pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro; e Paulo Melo, Demerval Gusmão, Glaucos da Costamarques, Roberto Teixeira e Marisa Letícia Lula da Silva, acusados da prática do crime de lavagem de dinheiro,

Os diretores nomeados por meio do esquema gerariam recursos que seriam utilizados, segundo ao processo, para enriquecimento ilícito do ex-presidente, de agentes políticos e dos grupos beneficiados pelo loteamento dos cargos públicos, e também para campanhas eleitorais.

A propina totalizaria percentuais entre 2% e 3% dos contratos firmados entre a Petrobras e a Construtora Norberto Odebrecht, somando R$ 75.434.399,44. O valor teria sido repassado a partidos da base do governo Lula, principalmente PT, PP e PMDB. Agentes públicos da Petrobras envolvidos no esquema e responsáveis pela distribuição de vantagens ilícitas e pala lavagem do dinheiro também teriam sido beneficiados.

Com parte do dinheiro pago pela Odebrecht, Lula teria adquirido o imóvel localizado na Rua Dr. Haberbeck Brandão, nº 178, em São Paulo (SP), em setembro de 2010, usado para a instalação do Instituto Lula. A Lava Jato aponta que a compra desse imóvel teria sido realizada em nome da DAG Construtora Ltda., mas com recursos originados da Construtora Norberto Odebrecht.

Anotações feitas por Marcelo Odebrecht, planilhas apreendidas na sede da DAG Construtora Ltda e dados obtidos em quebra de sigilo bancário apontam que o valor total empregado na compra e manutenção do imóvel, até setembro de 2012, chegaria a R$ 12,4 milhões.

Parte das propinas destinadas a Glaucos da Costamarques por sua atuação na compra do terreno para o Instituto Lula teria sido repassada para o ex-presidente na forma da aquisição de cobertura próxima à sua residência em São Bernardo de Campo (SP). A Lava Jato aponta que teriam sido usados R$ 504.000,00 para comprar o apartamento vizinho à cobertura do ex-presidente.

A nova cobertura foi adquirida no nome de Glaucos da Costamarques. Ele teria atuado em benefício de Lula, em transação que também foi concebida por Roberto Teixeira, em nova operação de lavagem de dinheiro.

Marisa Letícia Lula da Silva teria assinado contrato fictício de locação com Glaucos da Costamarques, datado de fevereiro de 2011. As investigações concluíram que nunca houve o pagamento do aluguel até pelo menos novembro de 2015.

Com informações da Agência Estado




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