Política

CRISE POLÍTICA

Lula pede ajuda para o PP, PSD, PR e PRB para barrar o impeachment

De acordo com os cálculos petistas, se o partido assegurar os votos de boa parte destas bancadas vai conseguir ter o número necessário para conseguir barrar o impeachment na Câmera dos Deputados.

terça-feira 5 de abril de 2016| Edição do dia

Esta estratégia é de usar os mesmos fisiológicos do que a direita que está em busca pelo o impeachment. O objetivo do ex – presidente é de juntar siglas que juntas tem 144 deputados federais. Isso levou o Lula a um ativismo febril de reuniões para garantir o voto conjunto de todas, em troca da oferta dos ministérios abandonados pelo PMDB.

Para isso, o ex-presidente Lula se reuniu com os parlamentares considerados órfãos. Ontem, 3/04/2016, Luis Inácio Lula da Silva fez uma reunião com 10 deputados federais do Ceará filiados em diferentes partidos como PROS, PSD e PTN. Neste sentido, dirigentes do PP, PR, PSD e PRB que negociaram a ampliação de seus espaços no Governo Dilma vão se reunir hoje, em Brasília, para decidir se os novos cargos oferecidos pelo Planalto são suficientes para anunciar a manutenção do apoio à presidente.

Para salvar-se o PT oferece aumentar o que mais fez nestes treze anos de governo: governar como todos capitalistas, aliando-se umbilicalmente à direita, oferecendo cargos e benefícios em troca de fisiologismo (e votos). Por isso que tem que fazer seus acordos espúrios com partidos como o PP, na qual o líder deste partido é o corrupto que apoiou a ditadura militar Paulo Maluf e que abrigou durante muito tempo o reacionário Jair Bolsonaro, que só agora que saiu do PP para conseguir uma boquinha maior no PSC do outro reacionário Marcos Feliciano.

De um lado é fato que temos que combater o impeachment, pois o setor que está querendo tirar a Dilma do cargo da presidência tem o objetivo de aplicar ataques maiores contra os trabalhadores do que o PT já vem aplicando, porém em nenhum momento podemos ter ilusão de que um governo Dilma – Lula é uma saída para os trabalhadores e os demais setores populares da sociedade, pois estes também querem fazer com que a classe trabalhadora pague pela atual crise econômica. O governo de Dilma para poder aplicar os ataques contra os trabalhadores sem que sofra um processo de impeachment, terá que cada vez mais ir à direita, terá que recorrer a mais troca de favores, a mais do mesmo desta democracia do suborno.
Para lutar contra o impeachment e os ajustes do governo Dilma, precisamos que a classe trabalhadora entre em cena independente de qualquer setor da burguesia. Alianças com partidos burgueses como o PP que é uma das alas da antiga Arena da ditadura militar, não pode representar uma saída para os trabalhadores. Muito menos com o PSD partido de Gilberto Kassab, que no período que foi prefeito de São Paulo fez uma ofensiva contra a população pobre e em defesa da especulação imobiliária.

Os outros dois partidos que Lula busca aliança é o PRB e o PR. O PRB é o partido de Celso Russomano que esteve envolvido em casos como do Carlinhos Cachoeira e também por falsidade ideológica. O mesmo deputado que foi presidente da bancada da Policia Federal por 14 anos e que já passou por partidos como o PSDB, PFL e o PP. Já o PR tem dois senadores (Lincoln Portela de Minas Gerais e Magno Malta do Espírito Santo na bancada evangélica.

Está mais do que claro que os acordos destas alianças que Lula está costurando com estes partidos de direita vai ter péssimas conseqüências aos direitos democráticos dos negros, mulheres, juventude, LGBTT e principalmente da classe trabalhadora.

A consequência deste acordo político feito por Lula com estes partidos é que uma ala da direita vai sair muito mais fortalecida. Depois de conseguir os anéis, tal como o PMDB também pedirá os dedos.

Compartilhamos o sentimento de milhares que foram às ruas contra a direita, contra os golpes judiciais e da mídia, no entanto, como já escrevemos o PT conduz este justo sentimento para apoiar a um fortalecimento de seu governo que não só aplicará ajustes como fortalecerá a direita. Fortalecer o governo Dilma e Lula é também fortalecer uma governabilidade que significa mais força a Maluf e outras figuras reacionárias. Foi assim com Feliciano, foi assim com Cunha, com Temer e agora na crise isto aumenta ainda mais. É preciso tirar lições. Para que avancemos da “defesa desta democracia” degradada para um movimento real que possa combater a direita e seus golpes institucionais como o impeachment, mas também o ajuste do PT e avance a questionar o conjunto deste regime carcomido.




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