Sociedade

CRISE PARA QUEM?

Lucro do Itaú atinge R$ 24 bilhões em 2017 enquanto os golpistas atacam os trabalhadores

Em meio a crise econômica, banco Itaú lucra R$24 bilhões, mas quem paga a conta com a retirada de direitos pelo governo é o trabalhador.

terça-feira 6 de fevereiro| Edição do dia

Enquanto o governo golpista de Temer diz estar solucionando a crise econômica com a tentativa de aprovação da Reforma da Previdência e a Reforma Trabalhista já aprovada, o banco Itaú, ironicamente, lucrou 10% a mais no país, chegando a R$ 24 bilhões.

Aos banqueiros, cada vez mais lucros. Aos trabalhadores, trabalhos precários, com baixos salários, trabalhando até o fim da vida. É isso o que o governo golpista reserva à população.

Ao mesmo tempo em que é aplicado uma série de reformas aos direitos dos trabalhadores no sentido de “cortar gastos para salvar o país”, os bancos recebem isenções bilionárias, como a de R$ 25 bi que o mesmo Itaú recebeu em 2017.

O aumento nos lucros também se dá com a eliminação de postos de trabalho dentro dos bancos. A taxa de desemprego no país se encontra em 12,7%, a mais alta desde 2012. Em fevereiro do ano passado, mais de 1.500 postos de trabalho foram eliminados nos bancos. A maioria entre 50 e 64 anos, faixa etária que recebe maiores salários dado o tempo de trabalho.
Veja também: Qual é a receita dos lucros bilionários dos banqueiros?

Está claro que o interesse do governo golpista não é melhorar o país, é aumentar o lucro dos banqueiros e empresários, mesmo em um momento de crise econômica. Para isso, não pensa duas vezes antes de descarregar a crise nas costas dos trabalhadores, retirando até o mais básico direito democrático, como o direito de o povo decidir em quem votar.

A única maneira de garantir que nos livremos de uma crise que os próprios capitalistas criaram passa por deixarmos de pagar a dívida pública e que as grandes fortunas destas empresas e milionários sejam taxadas. Pra isso, comecemos por exigir das centrais sindicais que este dia 19 de fevereiro tenha uma greve geral nacional que de fato pare o país e exija o fim das reformas contra os trabalhadores.




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