Política

DECLARAÇÃO

Lista de Fachin atinge golpistas, petistas, e salva outros. Lutemos por uma Constituinte imposta pela luta

Diana Assunção

São Paulo | @dianaassuncaoED

terça-feira 11 de abril| Edição do dia

Acaba de ser divulgada a lista do Ministro do STF Edison Fachin dos novos inquéritos que serão abertos pela Lava Jato com base nas delações dos executivos da Odebrecht. A lista é clara em mostrar uma coisa: entre os partidos da ordem, que governam a serviço dos capitalistas e são parte do regime político apodrecido, não se salva nenhum.

Todos os políticos de PT, PSDB, PMDB e seus sócios menores estão a serviço dos patrões, e os esquemas de corrupção com as propinas da Odebrecht são apenas uma pequena amostra de que, no capitalismo e no regime político que serve a esse sistema, a regra é essa.

O que é necessário dizer nesse momento é que nossa luta é contra todos esses políticos corruptos e privilegiados, que, regados a muita propina, defendem os interesses dos capitalistas; mas que não devemos confiar nem por um segundo no STF, que procura se vender como “herói da nação”.

Não apenas os ministros como Edison Fachin, e os juízes da Lava Jato como Sergio Moro, são tão ou mais privilegiados que os políticos que condenam, como eles conduzem as investigações de acordo com seus interesses privados. Podem “vazar” as informações das delações a que apenas eles têm acesso de acordo com sua vontade; podem homologar ou não as delações, aceitando as denúncias ou recusando, de acordo com seus interesses particulares. Eles mesmo lucram muito com as delações, e no fim deixam as empresas bilionárias que foram as que mais lucraram com esses esquemas, saírem tranquilamente por aí para continuar seus negócios.

Os executivos da Odebrecht continuarão milionários, no máximo confinados em suas mansões com tornozeleiras eletrônicas, e lucrando milhões com a exploração de trabalhadores sujeitos a salários de fome e condições de trabalho perigosas e degradantes. Condições, aliás, que se dependerem do judiciário irão piorar muito, pois o STF já autorizou a terceirização irrestrita, já atacou nosso direito de greve e tantos outros.

Frente aos escândalos de corrupção, a saída dos trabalhadores só pode ser a nossa organização independente. Nenhuma confiança na Lava Jato, confiemos em nossas próprias forças. A partir da organização por locais de trabalho, mobilizemos para fazer do dia 28 uma imensa demonstração de força, por cima de parasitas como Paulinho da Força (que está, aliás, na lista de Fachin) e arrastando os sindicatos e centrais para que sejam obrigados a fazer parte da luta.

É com essa força e organização que podemos lutar por uma assembleia constituinte livre e soberana, para colocar esse regime político abaixo e debater a fundo os problemas de nosso país, lutando para eleger representantes dos trabalhadores. Que todas as empresas envolvidas em corrupção sejam expropriadas e estatizadas sob controle dos trabalhadores. Para que todo político ganhe o mesmo que uma professora, todos os cargos sejam revogáveis e todos os políticos sejam eleitos. Por uma lei contra as demissões, impostos às grandes fortunas e o fim do pagamento da dívida pública, para que sejam os capitalistas que paguem pela crise. Lutemos por um governo de trabalhadores para atender nossas demandas.




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