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Tortura policial | Let Parks: "Arrancar pela luta justiça para Genivaldo e derrubar os métodos de tortura fascistas da extrema-direita"

Reproduzimos aqui a declaração de Letícia Parks, dirigente do MRT e do Quilombo Vermelho - Luta Negra Anticapitalista sobre o assassinato brutal de Genivaldo, homem negro, asfixiado ontem (25) pela polícia rodoviária racista de Bolsonaro em Sergipe.

quinta-feira 26 de maio | Edição do dia

“Ontem vimos cenas odiosas e revoltantes de mais um trabalhador assassinado pelas mãos da polícia rodoviária racista de Bolsonaro em Sergipe. Os gritos desesperados de Genivaldo, homem negro de 38 anos, ecoam os gritos diários da nossa classe, uma maioria negra e feminina, sistematicamente executada por esse Estado e seu braço armado, a polícia.

Leia mais: Polícia Rodoviária de Bolsonaro usa "câmara de gás" em carro para assassinar homem negro no Sergipe

Seu sobrinho Alisson descreveu como “uma sessão de tortura”. Ele foi colocado no porta malas da viatura com bombas de gás lacrimogêneo e foi torturado e asfixiado até a morte. Genivaldo tinha esquizofrenia, e deixou um filho de 7 anos.

A história se repete como tragédia, depois como farsa. A polícia federal de Bolsonaro usando câmara de gás em carro para matar um trabalhador negro é repetição trágica dos métodos do fascismo, um verdadeiro campo de concentração a céu aberto. A farsa é dizer que essa extrema-direita de Bolsonaro, Mourão e dos militares, que saúdam a ditadura militar, se derruba só com eleições. Precisamos de luta para conquistar justiça para todas as vidas arrancadas pelas mãos da polícia e pelo Estado capitalista, que só tem a nos oferecer morte, miséria, fome e desemprego.

Essa mesma semana ocorreu uma chacina na Penha no Rio de Janeiro, a segunda mais letal do estado, com mais de 20 mortos pelas mãos dessa mesma polícia. Há 2 anos George Floyd era assassinado nos Estados Unidos, sufocando ele gritava “Eu não consigo respirar”.

A juventude negra e trabalhadora norte-americana se levantou com revolta e ódio contra a violência policial sob o grito “Black Lives Matter” e apontou o caminho para derrubar a extrema-direita, o racismo e o capitalismo: a luta de classes. Seja nos EUA ou no Brasil, a polícia é nossa inimiga de classe e não podemos vê-la como aliada. É o braço armado do Estado burguês e está a serviço dos interesses sanguinários capitalistas.

O BLM, mostrou justamente a necessidade da unidade na luta contra a opressão racial e a luta da classe trabalhadora. No Brasil, o país que a cada 23 minutos morre um jovem negro, devemos nos apoiar nesses importantes exemplos da fúria negra norte americana para impor justiça a todos e todas assassinadas pela polícia, lutar contra a extrema-direita e seus métodos reacionários e fascistas de tortura. Assim como, lutar contra a polícia, pelo fim das operações policiais e autos de resistência e sua impunidade, que é garantida pelo Estado e pelos tribunais militares. Isso só será arrancado com a força da nossa luta e mobilização nas ruas.

Por isso, é urgente que as centrais sindicais como a CUT (PT) e a CTB (PCdoB) rompam com sua paralisia eleitoral, extremamente funcional para a burguesia, e convoque atos massivos contra a violência policial, a extrema-direita de Bolsonaro, Mourão e militares, e os ataques em curso. A estratégia de conciliação de classes de Lula e o PT, na qual o PSOL se adapta, que juntos do racista Alckmin, se colocam como alternativa para a classe trabalhadora, não passam de vender uma ilusão de que é possível administrar o capitalismo, o racismo e sua barbárie. Basta de miséria do possível.

Arrancar justiça por Genivaldo e pelas vítimas da chacina da Penha com a força da nossa luta! Vidas Negras Importam!"

Leia também o Editorial do MRT: Como enfrentar a extrema-direita bolsonarista sem sucumbir à conciliação de classes?




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