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Leite encaminhará projetos que irão atacar o plano de carreira dos servidores do RS

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, irá encaminhar para a Assembleia Legislativa do Estado projetos que visam mexer no plano de carreira dos servidores e professores gaúchos. Leite faz um discurso demagogo que seria uma "modernização da legislação" e não retirada de direitos. Um discurso totalmente absurdo para um governo que segue parcelando e atrasando salários destes trabalhadores.

quinta-feira 3 de outubro| Edição do dia

Em entrevista à rádio Guaíba o governador do RS Eduardo Leite (PSDB) afirmou que irá encaminhar vários projetos à Assembleia Legislativa, preparando o terreno para uma reforma da previdência estadual, caso a reforma de Bolsonaro não atinja os estados, como é tendência. Eduardo Leite mente mais uma vez dizendo que não se trata de retirada de direitos, mas de modernização da lei. Nas palavras dele: "Essa não é uma reforma para tirar direitos dos servidores. É para modernizar a legislação". No entanto, demonstra temer resistência e por isso alegou que serão vários projetos e não apenas um. Faz isso como estratégia para confundir e dissuadir as categorias afetadas.

Disse ainda estar em diálogo com sindicatos e que os projetos contemplarão algumas sugestões destes. A verdade nua e crua é que o projeto neoliberal de Leite é descarregar a crise nas costas dos trabalhadores públicos que se sacrificam há 5 anos com salários congelados e por isso defasados em mais de 100%. O que restará aos professores gaúchos sem o plano de carreira? Sem aposentadoria?

A categoria amarga 5 anos de salários congelados e parcelados, situações precárias nas escolas, fechamento de turmas e demissão de professores contratados por adoecerem neste cenário. Mais recentemente o governo de Eduardo Leite, além de manter os atrasos de salários vem impondo a enturmação, que aumenta o número de alunos em sala e reduz a demanda de professores ameaçando os empregos dos educadores, principalmente dos contratos temporários que já são o setor mais precarizado da categoria.

Na última assembleia geral do CPERS, deliberou-se entrar em greve caso o governo apresente tais propostas. Mas é preciso que a direção central do maior sindicato gaúcho, um dos maiores do país, invista em mobilização para construir essa resistência em cada local de trabalho. Este governo ainda não sentiu a força dos trabalhadores da educação! É preciso um grande levante nas escolas em unidade com os estudantes e as universidades federais que estão com muitos cursos paralisados nesta quarta-feira (2) contra o projeto future-se de Weintraub.

A luta pela educação e pelos direitos dos trabalhadores é uma só. É preciso coordenar e unificar as lutas de nível federal com as de nível estadual, para que com milhares de punhos se possa dar um só golpe que faça Eduardo Leite e Bolsonaro recuarem. É necessário que haja mobilizações contra os ataques nacionais e estaduais que vem contra a classe trabalhadora, a juventude e a educação. Somente através da luta conseguiremos impor com que os capitalistas paguem pela crise.




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