Política

GREVE DOS PROFESSORES

Leite ataca direito de greve ao ameaçar cortar ponto dos professores

Na tarde desta sexta-feira (22), o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), anunciou que irá fazer o corte no ponto dos professores do Magistério que estão em greve. Mostrando um brutal ataque ao direito de greve que os trabalhadores da educação tem em lutar pelo seus direitos.

sábado 23 de novembro de 2019| Edição do dia

Na tarde desta sexta-feira (22), o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), anunciou que irá fazer o corte no ponto dos professores do Magistério que estão em greve. Em um tom de ameaça disse que está disposto a negociar uma “compensação relativa” aos dias em que ficou paralisado, mas afirmou que seria descontado os dias paralisados e que a partir de segunda “não haveria mais conversa”. Mostrando um brutal ataque ao direito de greve que os trabalhadores da educação tem em lutar pelo seus direitos.

Desde o dia 18, os professores do Estado iniciaram uma greve contra o Pacote de ajustes neoliberais de Leite que irá mexer diretamente no salário e direitos dos servidores gaúchos. Entre os brutais ataques está a alteração no Plano de Carreira dos servidores. O mesmo plano que Leite afirmou essa semana de forma hipócrita que é a causa para os professores terem chegado as condições que estão hoje, sendo que ele e Sartori são os responsáveis pelo atraso e parcelamento que os professores e servidores do Estado vem sofrendo nos últimos 4 anos. Entre outros ataques está o fim das vantagens temporais (triênios, quinquênios e avanços), Redução das férias remuneradas para 30 dias, sem reajuste salarial por tempo indeterminado,ataque direto ao direito dos servidores se organizar sindicalmente, entre outros.

O pacote de maldades de Leite irá promover severos ataques aos servidores do Estado no intuito de descarregar a crise capitalistas nas costas dos trabalhadores. E de forma cínica afirma que que a greve dos professores no fim do ano é uma greve “sem justificativa” e por isso ameaça os trabalhadores da educação com corte de ponto. De justificativa, os professores têm bastante, e é totalmente legítimo que os professores sigam nessa mobilização onde já tem mais de 1.000 escolas paralisadas. E que esse movimento se massifique e que se junte com outras categorias do funcionalismo. Assim como deve se juntar na luta com estudantes que vêm sendo o setor mais ativo contra os ataques de Bolsonaro e o desmonte na educação, e que seguem se somando nas mobilizações de apoio aos professores estaduais.

Leia também: As lutas na América Latina precisam contagiar os professores do RS para derrotar Leite

Para demonstrar força nessa luta contra Leite, é preciso prestar todo apoio aos servidores, unindo estudantes e demais trabalhadores para barrar os ataques e fazer com que os capitalistas paguem pela a crise que eles mesmo causaram.




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