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Juventude betinense continua na luta contra os ataques à educação

Neste dia 13 de dezembro, em meio à aprovação da PEC 55/2016, secundaristas que ocupam as escolas de Betim organizaram atos em pontos e horários diferentes na cidade. Nenhuma entidade ou sindicato participou das manifestações, mas a PM esteve presente intimidando os estudantes.

Maria Eliza

Estudante de Ciências Biológicas na UFMG

quarta-feira 14 de dezembro de 2016| Edição do dia

As seis escolas ocupadas e outras escolas em luta de Betim estiveram nas ruas da cidade nesta terça, 13, acompanhando um dia de lutas em vários estados. Os atos começaram pela manhã, no bairro São Caetano, com as escolas Cândido Portinari e Cecília Meireles. Aproximadamente 60 pessoas, entre estudantes e apoiadores, fecharam algumas avenidas com o objetivo de dialogar com motoristas, moradores e trabalhadores do local. “A gente tá parando o trânsito e conscientizando a galera sobre o movimento, sobre a PEC e sobre as ocupações” – disse um apoiador que acompanhou os atos e nos forneceu informações durante todo o dia.

A PM foi chamada por um motorista insatisfeito e reprimiu o ato, exigindo dos manifestantes que parassem e alegando que os secundaristas “não estavam no seu direito”. As denúncias são de que um dos policiais quase atropelou um cadeirante que também se manifestava. Após ameaças dos militares a manifestação se dirigiu para a escola Cândido Portinari.

Veja algumas imagens da manifestação:

À tarde, já com a confirmação da aprovação da PEC, na Praça Tiradentes, centro de Betim, secundaristas ocupantes das escolas Afonso Pena, Tito Lívio, Juscelino Kubitschek e Nossa Senhora do Carmo se reuniram para um momento de diálogo com a população, intervenção que eles chamaram de “desabafo” e foi interrompida pela notícia de que a PM estava em uma das escolas ocupadas devido à denúncia de uma moradora.

Algumas escolas já tiveram assembleias ontem e se pronunciaram sobre o futuro do movimento estudantil em Betim. A nota seguinte é da ocupação da escola Juscelino Kubitschek:

O recado da juventude betinense é claro: a luta contra a os ataques à juventude e trabalhadores não vai parar. Os secundaristas são a vanguarda do movimento estudantil em Betim assim como em todo o Brasil e estão dispostos a combater as medidas do governo golpista de Temer ou de qualquer outro que não represente a população.




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