Teoria

JUVENTUDE FAÍSCA

Juventude Faísca organiza mesas em memória do assassinato de Leon Trotski

Em diversas universidades pelo país, a juventude Faísca – Anticapitalista e Revolucionária organiza mesas em homenagem ao revolucionário russo Leon Trotski, assassinado em 1940 pela burocracia stalinista.

terça-feira 20 de agosto| Edição do dia

No dia 21 de agosto de 1940 falecia o dirigente da Revolução Russa e fundador da Quarta Internacional, Leon Trotski. Após um duro e covarde golpe na cabeça, realizado pelo agente da URSS, Ramón Mercader, o revolucionário russo teria seus últimos momentos de vida na cidade de Coyoacán, México. Pouco tempo antes, após outro atentado que tinha como intenção tirar sua vida, Trotski escreve seu testamento reafirmando sua certeza inabalável no futuro comunista da humanidade, deixando para as próximas gerações a missão de implementá-lo.

Para nós da juventude Faísca é de extrema importância retomar o legado socialista e revolucionário de Trotski, tanto para que sirva como uma arma de combate à crise capitalista internacional, quanto frente ao fato de que até os dias de hoje é vítima de uma série de calúnias por parte de setores da burguesia, que no Brasil de Bolsonaro, parte dos setores da extrema direita se veem obrigados a discutir seu legado, seja em entrevistas, textos, reflexões e até mesmo séries – como a transmitida pela Netflix. Retomamos seu legado contra as calúnias reacionárias da burguesia, mas também em combate aos partidos que até os dias de hoje, inclusive no Brasil, reivindicam as medidas de Stalin e sua camarilha burocrática, responsável pelo assassinato de uma série de dirigentes da Revolução Russa.

É como parte desse desafio, em meio a diversas iniciativas, que estamos organizando em algumas das universidades pelo país em que estamos, mesas de debate como forma de discutir a atualidade de seu legado revolucionário frente a crise capitalista internacional. Na Universidade de São Paulo, a mesa ocorrerá na quarta-feira dia 21/08 às 18h, com Marcello Pablito, trabalhador da universidade e dirigente nacional do MRT. Na Universidade de Campinas, será na quinta-feira, 22/08, com a presença de Diana Assunção, historiadora e dirigente nacional do MRT e do professor de sociologia do IFCH, Fábio Querido; Na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a mesa será composta por André Barbieri, doutorando em Ciência Sociais pela UFRN e editor do portal Ideias de Esquerda e, por fim, na PUC – Rio, também haverá uma mesa com a presença de Simone Ishibashi, doutoranda em economia política pela UFRJ e editora do portal Ideias de Esquerda.

Chamamos todos e todas a participarem e acompanharem os debates que acontecerão no dia do aniversário de seu assassinato e ao longo da semana.

“Nos quarenta e três anos de minha vida consciente, permaneci um revolucionário; durante quarenta e dois destes, combati sob a bandeira do marxismo. Se tivesse que recomeçar, procuraria evidentemente evitar este ou aquele erro, mas o curso principal de minha vida permaneceria imutável. Morro revolucionário proletário, marxista, partidário do materialismo dialético e, por conseqüência, ateu irredutível. Minha fé no futuro comunista da humanidade não é menos ardente; em verdade, ela é hoje mais firme do que o foi nos dias de minha juventude.”

- Leon Trotski




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