Educação

3º Congresso Nacional da ANEL

Juventude ÀS RUAS! e independentes terão maioria de delegados nos principais institutos de humanas da Unicamp

Durante o mês de maio, foram realizadas em diversos institutos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) as eleições de chapas para a tiragem de delegados para o III Congresso Nacional da ANEL. As chapas da Juventude ÀS RUAS e independentes elegeram a maioria dos delegados nos Institutos de Filosofia e Ciências Humanas, Artes e Economia.

terça-feira 2 de junho de 2015| Edição do dia

O 3º Congresso da entidade, que acontecerá na Unicamp, em Campinas-SP nesse mês de junho, reunirá estudantes de todo o país entre os dias 4 e 7, para debater temas como transporte, saúde, educação, drogas e opressões, através de painéis, oficinas, mesas e atividades culturais. A partir dessas discussões a juventude e o movimento estudantil precisa se armar para enfrentar a realidade do próximo período.

As eleições de chapas para a tiragem de delegados realizadas nos três principais institutos de humanas da Unicamp foram importantes para expressar uma nova e profunda politização dos estudantes: no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) e no Instituto de Artes (IA), as chapas formadas pela agrupação Juventude às Ruas e independentes venceram nas urnas em oposição às chapas do Pra Fazer Diferente (PSTU e independentes). O número de votos ganhos foi de 88 no IFCH (7 delegados) e 54 no IA (6 delegados), contra os respectivos 56 (4 delegados) e 19 (2 delegados) da majoritária. Além disso, no Instituto de Economia (IE), a Juventude às Ruas e independentes formaram chapa única, alcançando 87 votos de um total de 95 (5 delegados).

A crise na educação e a nova subjetividade da juventude

A educação segue no centro do debate político nacional. Os cortes bilionários que aprofundam a precariedade das Universidades Federais e que também atingem as estaduais, a crise no FIES e Prouni, a consequente crescente mobilização de trabalhadores e estudantes e os recentes escândalos de repressão na UERJ e na USP são parte do início de uma crise ainda mais profunda nas universidades, de rompimento da juventude com a ilusão de progresso do lulismo, um ponto de apoio para o questionamento mais profundo do sistema universitário decadente.

É a partir desse rompimento subjetivo que debatemos a necessidade de acabar com o rotineirismo e o ceticismo com a consciência e anseios da juventude e elevar o sentimento de mobilização em defesa da educação pública de qualidade ao questionamento e a luta pela subversão desse sistema educacional excludente. Se existem setores da universidade ligados à burocracia acadêmica que hoje lutam para defender seus privilégios, supersalários e a manutenção de tudo como está, está nas mãos da juventude a tarefa de subversão, de ir por mais.

Assim é preciso um programa que leve a fundo o debate da democratização do ensino, que lute por cotas proporcionais em cada estado para enegrecer a universidade e o fim do vestibular para que toda a juventude negra e pobre possa estudar, e não seja condenada às prisões superlotadas, nem relegadas aos trabalhos precários e terceirizados. Para isso é preciso lutar pela estatização das universidades e acabar com os lucros dos grandes monopólios da educação. Precisamos dos 10% do PIB para a educação, garantir políticas de permanência estudantil aos filhos dos trabalhadores, a efetivação dos trabalhadores terceirizados sem necessidade de concurso, a contratação de professores que deem aulas sobre a história das mulheres, negros e LGBTs. Lutemos para refundar a universidade sob gestão dos funcionários, professores e maioria estudantil, para implementar esse nosso novo projeto! É hora de debater ideias profundas e não se adaptar e manter um mesmo programa de anos pra uma realidade completamente nova, como fazem os companheiros do PSTU que dirigem a ANEL.

A juventude precisa de uma ferramenta de coordenação nacional das lutas, cuja construção não seja midiática, mas que esteja presente no cotidiano dos estudantes debatendo ideias para a construção de uma terceira via junto da classe trabalhadora, contra o PT e sua oposição de direita. A Assembleia Nacional de Estudantes Livre nascida como resposta à falência da UNE que hoje é braço direito do governo federal, pode ser parte do processo de construção dessa terceira via, e é com essa ânsia de construir uma ala revolucionária no movimento estudantil que nossos delegados eleitos e toda a Juventude ÀS RUAS vamos para o congresso expressar nossas ideias e propostas.




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