PRISÃO DE LULA

Justiça nega visitas a Lula continuando com seu autoritarismo golpista

Faz duas semanas que o STF tomou a decisão arbitrária de negar o HC do líder petista, sob pressão dos militares, dando aval a sua prisão e a continuidade do golpe institucional. Desde então, juízes inflados com a escalada autoritária do seu “partido” Judiciário, tem negado até mesmo visitas à cela de Lula na Superintendência da PF.

Ítalo Gimenes

Campinas

terça-feira 24 de abril| Edição do dia

(Foto: Hélvio Romero - 20.dez.2107/Estadão Conteúdo)

É importante frisar, mais uma vez, o que significa para a classe trabalhadora isso que a Justiça protagoniza contra o PT, sua principal figura e também candidato com maior intenção de votos em 2018, uma continuidade do golpe institucional tentandi impedir sua candidatura para garantir melhores condições eleitorais para candidatos que agradem o "mercado" e o imperialismo, se dispondo a atacar mais que o PT se dispunha.

Para dar continuidade a arbitraridade agora impedem seu direito a receber visitas. Impressiona decisões completamente infundadas que negam visitas a Lula, negando um direito constitucional elementar sob o argumento de se tratar de uma figura pública, sujeito a excepcionalidades (conforme o gosto das leis da república de Moro e outros treinados pelo imperialismo). Foram negadas visitas de missões oficiais de parlamentares, que constitucionalmente teriam direito de visitar qualquer unidade prisional, um teólogo como Leonardo Boff que também teria direito de visita devido a liberdade de confissão religiosa do ex-presidente, do vencedor do Nobel da Paz na última semana, mas também de parlamentares e figuras políticas como Dilma, Ciro, dentre outros, tão comprometidas com a tese de “não incendiar o país”, de não mobilizar a classe trabalhadora para lutar contra a prisão de Lula e o avanço do golpe, quanto o próprio Lula e o PT.

É escandaloso a arrogância arbitrária dessa Justiça, que goza do impulso autoritário que motivou a prisão de Lula, apesar das contradições e novas incertezas geradas dentro do próprio judiciário ao gastar a principal bala da Lava-Jato. Maquiam o autoritarismo avançando contra Aécio e figuras secundárias do regime, mas não será fácil provar para metade da população (como mostrou pesquisa do Instituto Ipsos) que se convenceu do papel autoritário que o Judiciário tem cumprido de que realmente estão combatendo a corrupção.

Lula e o PT, como alvo secundário, estão pagando por confiar na Justiça e pelo apreço à "imparcialidade da justiça" e da "institucionalidade", permitindo que o avanço autoritário dessa Justiça contra direito do povo decidir em quem votar esteja acontecendo sem a menor resistência. Lutamos contra todo o golpismo e que a população possa votar em quem ela quiser.




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