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Já chega ao total de 18 mortes pela brutal repressão de Piñera no Chile

Já subiu para 18 o número de mortos nos processos de luta no Chile, fruto da brutal repressão sendo realizada pela polícia e o exército do governo de Piñera. Entre os mortos está também uma criança de apenas 4 anos de idade.

quarta-feira 23 de outubro| Edição do dia

Já subiu para 18 o número de mortos nos processos de luta no Chile, fruto da brutal repressão sendo realizada pela polícia e o exército do governo de Piñera. Entre os mortos está também uma criança de apenas 4 anos de idade.

O estado de emergência decretado por Pinera não chegou a frear as manifestações que vem crescendo cada vez mais no país. Hoje começou a greve geral chamada por organizações de trabalhadores, estudantes e movimentos sociais, que também ocorrerá na quinta. A repressão de Pinera contra a população chilena é extremamente violenta, já havendo várias denúncias de torturas, estupro, e de policiais forjar flagrantes para incriminar os manifestantes. Há quase 300 feridos (muitos por armas de fogo, vários em estado grave) e aproximadamente 2000 presos.

Jornadas revolucionárias muito importantes tem acontecido no Chile, juntado estudantes e trabalhadores em combate contra o governo de Pinera e as heranças da ditadura de Pinochet. O governo retrocedeu em algumas medidas mantendo o fundamental da herança da ditadura para não perderem seus controles, cedendo migalhas aos trabalhadores e estudantes que se levantam contra o nível de exploração colocado, mantendo a maioria do país sob controle das Forças Armadas.

É necessário impor a luta por uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana, a partir da queda do governo e sob as ruínas deste regime, com representantes eleitores e revogáveis a cada 20.000 eleitores e que ganhem o mesmo que um trabalhador, e que debata sem nenhuma trava todas as medidas sociais e políticas de emergência em benefício do povo trabalhador. Uma assembleia onde lutemos para impor um programa que instaure medidas como um salário mínimo e aposentadorias de acordo com a canasta básica familiar (equivalente ao Salário Mínimo do DIEESE no Brasil), transporte público gestionado pelos trabalhadores e usuários que decidam as tarifas junto ao povo trabalhador, educação e saúde pública e gratuita, assim como a nacionalização do cobre sob gestão operária, e outras neste sentido. Que seja soberana, ou seja, que nenhuma outra instituição do Estado esteja sob ela.




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