NOVO PRESIDENTE DA PETROBRAS

Ivan Monteiro fez transações secretas pra entregar gasodutos ao imperialismo

Novo presidente da Petrobras, ocultou informações sobre a privatização de 90% da Nova Transportadora do Sudeste, deixando claro que é mais um agente que atua para rifar nossos recursos ao capital estrangeiro.

segunda-feira 4 de junho| Edição do dia

Braço direito de Pedro Parente, Ivan Monteiro, nomeado por Temer como presidente da Petrobrás após a demissão de Parente, já chefiava privatizações de empresas estatais desde antes do golpe em 2016.

Em maio de 2016 começaram as negociações da Petrobrás com a canadense Brookfield para a venda de 90% da Nova Transportadora do Sudeste, um importante gasoduto da região, e Monteiro estava a frente das negociações enquanto Diretor de Relação com Investidores. Na declaração da Petrobrás muitas informações inclusive sobre os valores da negociação foram omitidos, vindo à tona somente com o fim das negociações em setembro, revelando que o valor da privatização seria de 5,19 bilhões de dólares.

A Comissão de Valores Mobiliários moveu um processo contra Monteiro pela irregularidade da negociação, alegando que a omissão de informações estaria favorecendo a canadense Brookfield. O processo foi encerrado em setembro de 2017, quando Monteiro pagou 200 mil reais à CVM.

Dessa forma, fica claro que Monteiro é mais um agente do mercado que atua para privatizar os recursos brasileiros em favor dos imperialistas, se utilizando até mesmo de métodos fraudulentos para fazer isso por baixo dos panos, até porque sua atuação vem desde o governo do PT, que a despeito das acusações que faz aos golpistas mantinha as mesmas negociatas com o imperialismo.

A troca de Parente por Monteiro é nada mais que um jogo de cena do governo golpista de Temer para atenuar a indignação com sua política de preços e gestão da Petrobrás, que agora é mais profundamente submissa que a do governo anterior. A saída de Parente de tal forma está longe de poder ser entendida como uma vitória, como quer dar a entender a CUT para esconder sua traição diante a greve dos petroleiros, pois assume agora mais um aliado dos golpistas e dos imperialistas enquanto não ofereceu nenhuma alternativa de luta aos petroleiros.

Uma solução definitiva para a crise dos combustíveis e para o enfrentamento com o imperialismo só pode ser resultado da luta dos trabalhadores com seus próprio métodos como greves, piquetes e autoorganização, e não com chamados de patrões a pararem por mais subsídios. Não podemos ter ilusões com greves patronais e reacionárias como dos caminhoneiros ou com a direção covarde e traidora da CUT/PT com sua política de canalizar a indignação popular para as eleições, boicotando os métodos dos trabalhadores.

É necessário que a classe trabalhadora entre em cena para impor um programa que, diferente do golpismo ou do petismo, se enfrente com os imperialista e capitalistas para que a Petrobrás e suas ramificações (estações, gasodutos, refinarias, etc.) sejam 100% estatais e estejam sob gestão de seus trabalhadores à serviço da sociedade.




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