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Intervenção nas universidades: Weintraub que irá escolher os diretores das faculdades

O ministro Weintraub publicou uma portaria que extingue o direito das universidades decidirem passagens, diárias e até mesmo a nomeação de diretores de cada faculdade. Cada viagem para trabalho de campo, para participação em seminário terá que ser aprovada pelo interverventor de Bolsonaro.

terça-feira 23 de julho| Edição do dia

A portaria Nº 1.373, DE 18 DE JULHO DE 2019 coloca nas mãos da secretaria executiva do ministério de Weintraub dezenas de atribuições que pertencem às universidades federais.

A portaria, uma espécie de decreto de um ministro, afirma que todas nomeações em concurso, todos cargos designados (tais como pró-reitorias e até mesmo diretorias de faculdades) só serão efetuados pelo próprio ministério. O decreto também determina que só o ministro autoriza vôos e diárias. Ou seja, Weitraub quer controlar até mesmo que congressos, reuniões e pesquisas de campo cada universidade faz. Trata-se de praticamente extinguir a autonomia universitária.
Ele quer escolher a dedo quem irá atacar os conhecimentos que ele chama de “balbúrdia”, e apontar aqueles que serão parceiros na privatização da universidade e sua produção de conhecimento. Quer estrangular a produção de conhecimento que não atenda a interesses capitalistas que ele serve, bem como tentar calar críticas ao Bolsonarismo, visa atacar um setor social que tem sido a linha de frente em enfrentar seu governo.

Essa medida junto ao agressivo e permanente corte de recursos na educação, e o anunciado “Future-se” escancaram como se trata de tentativa de intervir nas universidades para atacar a produção de conhecimento, privatizar as universidades e tentar calar um setor que tem sido porta-voz de enfrentar o reacionarismo da extrema-direita.

Essa intervenção tem diferentes objetivos que se combinam: a) privatização e favorecer os negócios capitalistas; b) submeter o conhecimento aos ditames do mercado financeiro, já que os recursos para as universidades seriam supervisionados por empresas disfarçadas de OS’s no Future-se; c) determinar quais conhecimentos serão produzidos e quais serão estrangulados com falta de verbas.
A intervenção nas universidades, todo corte de recursos e sua privatização precisa ser combatida. A educação, e em especial o movimento estudantil, já deram fortes mostras de sua disposição e potencial para derrotar Bolsonaro. É preciso desatar essa força e uni-la ao ataque ao direito a se aposentar de todos brasileiros, um direito que será arrancado sobretudo da juventude, de quem querem arrancar o futuro, na educação e no trabalho.




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