Economia

DÓLAR

Interesses imperialistas nas eleições brasileiras fazem dólar chegar a R$3,91

A política econômica de Trump, com aumento de juros, protecionismo e o consequente aumento do dólar que afeta diretamente nossa economia, serve como chantagem política do imperialismo norte-americano, que tem interesses diretos nas eleições brasileiras deste ano.

Flávia Toledo

São Paulo

terça-feira 3 de julho| Edição do dia

Com crescimento da taxa de juros e taxação da importação, Trump pressiona pela valorização do dólar e segue sua política de mover a crise para os países emergentes. As movimentações do mercado financeiro na última semana, um ataque especulativo do dólar ao real, são uma enorme chantagem política ao Brasil. A ofensiva imperialista se baseia em pressionar economicamente pela aprovação da Reforma da Previdência e um novo ciclo de pesadas reformas trabalhistas e sociais no país.

De olho nas eleições brasileiras, o Bank of America Merril Lynch alertou que se as próximas eleições se definissem no “pior cenário”, vencendo um candidato que não estivesse comprometido com reformas e com pouca governabilidade, o dólar poderia chegar em R$5,50 em 2019. Frente a um cenário em que nenhuma candidatura da “centro-direita” vai bem, sendo mais comprometida com a subordinação ao capital imperialista e a continuidade das reformas de Temer, como Alckmin, Meirelles e Maia, e com reformas “ainda por fazer”, as finanças imperialistas avançam ofensivamente pelos seus interesses.

Com o dólar cada vez mais alto, mais alta fica a inflação e maior a dívida externa brasileira. Enquanto o trabalhador tem seu salário cada vez mais desvalorizado, aumentam os cortes nos gastos públicos e maior a pressão do mercado para se aprovar reformas como a da Previdência. É uma clara exigência do imperialismo ao governo e à burguesia nacionais por um candidato comprometido com a implementação das reformas mais antipopulares e com o pagamento da dívida pública, aprofundando os efeitos da crise capitalista sobre a classe trabalhadora.




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