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OBAMAGOHOME

Importantes manifestações repudiam a visita de Obama ao Estado Espanhol

Por causa da visita de Barack Obama ao Estado Espanhol, mais de mil pessoas se concentraram neste domingo em frente à embaixada dos Estados Unidos baixo o lema #ObamaGoHome.

segunda-feira 11 de julho de 2016| Edição do dia

A concentração convocada pelas “Marchas de la Dignidad 22M” e a qual se somaram outras organizações políticas e sindicais reunirão cerca de mil pessoas em um domingo no qual o calor bateu Record em Madri.

Um desproporcional contingente policial se instalou na cidade horas antes da convocatória. Dezenas de policiais custodiavam a embaixada norte americana, onde os manifestantes ficaram praticamente cercados pela polícia e controlados por franco atiradores de elite. Mas isso não impediu o êxito do protesto.

Em sua visita relâmpago, depois de ter mudado sua agenda nos últimos dias, Obama foi recebido com honras pelo rei. Manteve uma reunião de uma hora com Rajoy, na qual não se privou de pedir uma Espanha “forte e unificada” na OTAN.

Obama susteve que “a relação Estados Unidos e Espanha é sumamente forte”, felicitou a Rajoy porque “as medidas de recuperação começam a dar fruto na Espanha” e pela sua “hospitalidade” com as forças armadas norte-americanas em solo Espanhol.

O presidente norte-americano visitou às tropas norte-americanas na base de Rota (Cádiz), onde estão 2.800 efetivos estadunidenses e suas famílias , junto a quatro buques de guerra norte-americanos da classe Arleigh Burkel, que são parte do escudo anti mísseis da OTAN. “Não poderíamos pedir por um melhor aliado que a Espanha”, disse Obama em uma declaração às tropas.

Obama dedicou um pouco mais de 10 minutos para se reunir com os representantes dos principais partidos, aos quais recebeu na própria base naval. Entre eles esteve o líder de Podemos, Pablo Iglesias, que teve um encontro de cinco minutos com o chefe do imperialismo Ianque, nada menos que dentro da base norte-americana, uma posição chave para a ofensiva guerreirista norte-americana das últimas décadas sobre os povos da Africa e do Oriente Médio.

Em uma atitude completamente complacente, Iglesias presenteou Obama com um livro, saudando nos lutadores norte-americanos anti-fascistas que combateram na Guerra Civil Espanhola, sem dizer uma palavra contra as guerras imperialistas, as invasões, os assassinatos seletivos e as torturas das quais o imperialismo norte-americano, comandado pelo “senhor dos drones”, é responsável em todo o mundo.

Enquanto isso, em frente à embaixada norte-americana se gritava “Obama pírate” (Obama vá embora). A convocatória, que apelava ao “espírito anti-imperialista e anti-fascista do povo de Madri para sair às ruas e mostrar nosso internacionalismo” teve resposta.

Junto com as Marchas de la Dignidad 22M somaram-se diferentes organizações e plataformas como Red Roja (Rede Vermelha) , a plataforma No al TTIP(Não ao Tratado Transatlântica para o Comércio e Investimento), Clase contra Clase (Classe Contra Classe), No Hay Tiempo que Perder (Não Há Tempo A Perder), o PCPE (Partido Comunista dos Povos da Espanha), a Coordenadora de Cuba, a Plataforma Bolivariana e a Plataforma 26 de Julio (26 de Julho), entre outras.

Um palco no centro da rua Serrano em frente a embaixada norte-americana foi a tribuna desde a qual foram lançados discursos anti-imperialistas. O rechaço a OTAN, as bases militares, ao TTIP e a necessidade de lutar contra o imperialismo norte-americano e espanhol concentraram as intervenções frente a embaixada dos Estados Unidos.

Na manifestação foi recordado especialmente José Couso, camarógrafo espanhol assassinado em 2003 no Irak pelo exército norte-americano, um assassinato que segue impune.

Também em Sevilha, várias centenas de pessoas se manifestaram no domingo em repúdio a visita de Obama, convocadas pela Plataforma Contra la Guerra (Contra a Guerra), las Marchas de la Dignidad (Marcha da Dignidade) e outras organizações. A manifestação saiu as 11:30 da ponte Triana, para recorrer várias ruas do centro da cidade.

Obama chega em um momento em que os debates sobre o TTIP estão abertos. Uma questão central dentro de sua agenda era pressionar para que o Estado Espanhol entre o quanto antes no TTIP (Associação Transatlântica para o Comércio e Investimento, por sua sigla em inglês) entre a União Europeia e os Estados Unidos. Outro objetivo era inspecionar o enorme contingente militar norte-americano nas bases militares que possuem no território espanhol. Um assentamento estratégico para suas operações militares na Africa e no Oriente Médio.




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