Educação

IE - UNICAMP

Importante atividade no Instituto de Economia da UNICAMP

Com o intuito continuar a mobilização que os estudantes de economia criaram contra o golpe institucional dado pela câmara de deputados, vários estudantes da Artes, das Sociais, Pedagogia e Química expuseram as perspectivas de se mobilizar contra o corte de 40 milhões.

terça-feira 10 de maio de 2016| Edição do dia

Podia ser um dia normal e uma roda de discussão comum no Instituto de Economia da UNICAMP, mas seu início já foi diferente com um ato puxado pela bateria Preguiçosa paralisando as aulas da graduação e chamando os estudantes para a atividade. Depois rumando para o prédio central do instituto, onde as pessoas saíram da biblioteca, os professores saíram de suas salas e definitivamente houve uma quebra no cotidiano do IE.
A atividade se iniciou traçando uma linha de continuidade a mobilização ocorrida duas semanas atrás em torno da questão do impeachment e como os cortes são uma expressão das políticas que os governos querem passar, e no espírito da assembleia com mais de 200 estudantes que pautou a primeira paralisação, fez-se um chamado aos estudantes do IE continuarem mobilizados contra os cortes na UNICAMP mas não derem como distante a questão do golpe. Foi colocada a questão de como os cortes afetarão os estudantes de economia mas também a área de saúde, as mulheres terceirizadas da limpeza e de seu caráter anti-democrático decidido de cima para baixo.
Os estudantes do IA foram com uma importante delegação próxima de 40 alunos, colocando como enxergam a mobilização contra os cortes em seu instituto e a luta que estão fazendo desde semana passada, colocando a importância política da luta contra os cortes expressar a luta contra o golpe e a direita reacionária. Contaram de seus tetos caindo e da falta de verba, além das precárias condições dos trabalhadores no Instituto, concursados e terceirizados.
Os estudantes da Pedagogia também ligaram bastante sua luta contra a precarização da universidade, e relataram a ocupação simbólica que fizeram em seu prédio e as atividades que pretendem seguir na mobilização. Para os estudantes de Sociais foi uma prévia da greve decidida horas depois em sua assembleia. Os estudantes de Química também relataram de sua mobilização e a assembleia que pretendem puxar para quarta-feira.
Também houveram falas explicando os cortes na economia, como o corte da manutenção que afeta a necessária reforma no telhado da biblioteca, a condição já precária das trabalhadoras terceirizadas e condições de estudo em relação a cotas de impressão e corte na contratação de professores. Também foi denunciado os contratos de privatização que o Instituto estabelece com várias empresas e sindicatos patronais, como VALE e FIESP, e como a luta contra o avanço da direita é a luta pela educação pública de fato, impedindo o avanço desses setores pró-golpistas na universidade.

Dar continuidade a mobilização

Com a palavra o estudante do segundo ano da economia e da Faísca, Gustavo Valdivino, “Gostei muito da atividade, foi muito bom entrar no local onde temos aula e gritar em mobilização, algo que sempre quis fazer no instituto! Estou cansado de viver nas bolhas de sala de aula, provas, trabalhos enquanto tudo explode nacionalmente, o que está acontecendo me diz respeito e quero ser um sujeito disso. Hoje pudemos fazer isso, e quero muito que esse movimento avance.”
Esse é um momento histórico único para a juventude, são as maiores mobilizações de juventude desde o nascimento da geração que se encontra na universidade. São os secundaristas barrando a reorganização de Alckmin, um golpe institucional rolando e a mobilização massiva e que vai se unificando entre os estudantes da UNICAMP. Desse ponto de vista os estudantes do IE devem se fazer a mesma pergunta colocada pelos estudantes do IA, adaptando-a: Qual o papel dos economistas na mobilização?
Um corte que afetará a área da saúde, os contratos que terceirizam o trabalho na universidade, as condições de ensino e assistência estudantil. Há espaço tanto para refletirmos cada corte como também questionarmos os elementos mais profundos da universidade que a mantém sem cotas, é anti-democrática em seus conselhos e instituições herdeiras da ditadura, como o CONSU e fecha contratos milionários de privatização.
A atividade propiciou um debate mais organizativo fundamental para a mobilização do IE, em que foi decidida uma reunião extraordinária do centro acadêmico para terça dia 10 no almoço. Uma reunião como essa é fundamental para organização da assembleia, tendo pautas claras e uma posição firme de qual debate será feito dentro do IE para que os estudantes possam se unificar a mobilização. Também foi discutido a formação de uma comissão de mobilização que aglutine os estudantes interessados em mobilizar o Instituto.
Fica o chamado para todos estudantes irem na assembleia geral na terça-feira e na assembleia do IE de quarta no Chão Preto às 5 horas!




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