Política

VENDA DA EMBRAER

Imperialismo ataca mais uma vez e Temer libera venda de Embraer

A empresa que em comparação com a Boeing, sua compradora, fatura muito menos (US$ 7,1 bilhões, enquanto que a Embraer fatura 94,5 bilhões), está sendo abocanhada pela gigante americana.

quinta-feira 5 de julho| Edição do dia

A negociação da entrega das empresas nacionais está indo de vento em popa. Contudo, a subordinação ao imperialismo norte-americano por parte do governo brasileiro não diminui. Agora com o “grande negócio” de Temer o Brasil terá 20% das ações da empresa, enquanto que os EUA terão 80%. Porém, para remediar o escândalo que é essa negociação, o argumento de Temer para justificar tal absurdo é que o Conselho da empresa ainda terá presença de acionistas brasileiros.

Para enfeitar o jogo de cartas marcadas, o negócio só será liberado após o governo brasileiro autorizar. O que se trata apenas de algo formal, pois a empresa que está sendo vendida por 20 bilhões, um número que à primeira vista parece alto, mas que nem se compara com os lucros dos capitalistas com as milhares de voos diários e venda de aeronaves para os demais países.

Aparentemente parece ser vantajoso esse negócio, mas apenas revela o entreguismo do governo Temer para o capital estrangeiro, que vem desde a época da privatização da empresa por FHC em 1994. Os governos do PT aumentaram a capacidade do capital estrangeiro de controle financeiro na empresa que é o controle que efetivamente predomina nas negociações.

A terceira empresa que será criada ficará com a divisão regional da Embraer o que faz com que a maior parte de suas transações fique nas mãos do imperialismo norte-americano.A soberania nacional é uma falácia, pois os acionistas dessas empresas de grande porte que são brasileiros querem apenas poder lucrar ainda mais com essas transações, não há a mínima participação do povo brasileiro nas decisões do que foi o desenvolvimento do capitalismo nacional.

Peixe grande ajudando peixe grande, pois a terceira empresa ficará responsável pela área de financiamento da empresa. Além das ações a empresa norte-americana também queria controlar uma área de pesquisa brasileira, a fim de facilitar os projetos que ali, nos EUA, por algum motivo ficam empacados. Isso sem contar que na compra a empresa já abocanhou o novo modelo de avião E2.

A rival europeia Airbus, ano passado comprou a empresa canadense Bombadier, o que demonstra que há um movimento de aumento de monopólios mundiais, os quais competem entre si, no caso empresa americana x empresa europeia. A área militar da Embraer que é responsável por atualmente por 25% do lucro está “tecnicamente” protegida nessa negociação, o que com a recente politização das forças armadas não significa absolutamente nada, vide as últimas declarações de Vilas Boas.

Não bastando todo esse absurdo, ainda também não está claro como essa terceira e nova empresa financiará a velha Embraer, o que só evidencia que a elite nacional além de entreguista é bastante estúpida, pois não consegue nem ao menos defender os seus próprios interesses. O governo Temer mostra a que veio, e em meio a Copa do Mundo entrega uma empresa que se gerida e controlada por trabalhadores poderia devolver muito de seus recursos aos interesses nacionais.

Não podemos permitir a entrega dos recursos nacionais, sejam eles materiais ou naturais à guerra imperialista. Por uma Embraer estatal e gerida por trabalhadores.




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