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CONGRESSO CSP-CONLUTAS

II Congresso da CSP-Conlutas se iniciou com debates nacionais

quinta-feira 4 de junho de 2015| Edição do dia

Teve início hoje, em 04 de junho, o II Congresso da Conlutas realizado na cidade de Sumaré, interior de São Paulo. A organização do Congresso não informou oficialmente o número de trabalhadores credenciados como delegados e observadores. Dando início às discussões, que seguirão até o dia 7 de junho, a primeira manhã do Congresso da Conlutas contou com duas mesas que ocorreram sequencialmente. Na primeira delas as falas dedicaram-se fundamentalmente às saudações ao evento, e foi composta em sua maioria por dirigentes políticos das organizações de esquerda, e sindicais, nacionais e internacionais.

A primeira intervenção coube ao militante do PSTU, Atenágoras Lopes, que saudou as delegações internacionais, lembrou a necessidade de impulsionar uma campanha pela retirada das tropas do Haiti. Além disso, defendeu que a CSP-Conlutas deve assumir a tarefa de representar os trabalhadores precários do país.

Em seguida Luciana Genro, do PSOL, afirmou que “existe um setor que está despertando para a luta contra os ataques de Dilma, mas que ou não está organizado sindicalmente, ou ainda está sob a direção de centrais sindicais pelegas como a CUT e a Força Sindical”. Frente a isso, Luciana Genro afirmou que o “PSOL está junto à CSP-Conlutas para combater os ajustes contra o povo”.

Mauro Iasi, do PCB, também fez saudações ao plenário. Um dos convidados para o debate, Martinelli, antigo trabalhador ferroviário que protagonizou lutas em 1964 lembrou a necessidade de superar o corporativismo, colocando que “na minha época nós lutávamos por nós, e pelas categorias que não podiam lutar”.

Uma delegação internacional composta por sindicalistas e ativistas de diversos países também subiu ao palco. Dentre ela constavam imigrantes haitianos, sindicalistas argentinos, egípcios e da Tunísia, militantes palestinos, dentre outros. Além disso, coube a um representante do sindicato francês SUD-Solidaires realizar uma homenagem a Dirceu Travesso, militante do PSTU e da Conlutas, que faleceu no ano passado. Também fizeram saudações ao II Congresso Vera do PSTU e César Brito, ex-presidente da OAB.

Um elemento comum à maioria das falas foram as saudações às diversas greves que ocorrem no país neste momento, sobretudo às greves de professores. Porém, na numerosa mesa de abertura e saudações ao II Congresso da Conlutas não houve nenhum trabalhador ou representante de qualquer uma dessas greves.

Acompanhe a cobertura completa dos debates do Congresso no Esquerda Diário.




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