Educação

MANIFESTAÇÃO NO MASP

Hoje tem ato por cotas étnico-raciais na USP

A luta por cotas na USP ganhou novo fôlego após a aprovação das cotas na Unicamp. Hoje ocorre mais uma ação, dessa vez na paulista, com encontro no vão do MASP às 18h. Todo apoio à luta por cotas na USP!

segunda-feira 3 de julho| Edição do dia

Reproduzimos abaixo o texto do evento de convocação da manifestação:

Na última quarta feira aconteceu a COG (Conselho de Graduação) da USP. O fórum discutiu a forma de ingresso para o próximo ano. Uma das pautas principais era a adoção das cotas étnico raciais no vestibular da FUVEST e do acesso diferenciado. Essa proposta foi defendida pelos representantes discentes, que levaram e propuseram o projeto de cotas elaborado pelo Núcleo de Consciência Negra, DCE Livre da USP, Levante Indígena e Por que a USP não tem cotas? Que é uma atualização do Projeto da Frente Pró-Cotas - a atualização visa contemplar populações indígenas, quilombolas e camponeses que tem garantidas por lei federal uma educação diferenciada que valorizem identidade, cultura e autonomia de cada comunidade.

Durante a COG burocracia universitária sequer queria que o tema entrasse em discussão, mas mesmo assim, diante da pressão colocada pelo movimento, se viram obrigados a pautar e votar a adesão.

A Universidade de São Paulo é a única do país que não aderiu às Cotas Étnico Raciais e assim continua vanguarda no atraso da inclusão de negros e indígenas dentro das suas salas de aula.

Dessa forma, em seu último fórum que discutiu ingresso, a USP aprovou apenas cotas sociais, sem nenhum critério sócio econômico, ignorando assim todo o gargalo racial existente no país.

Isso significa que apenas alunos oriundos de escolas públicas como ETESP’s e etc, terão acesso à esse “acesso democratizado”. Uma verdadeira falácia e reafirmação de pra quem a USP foi pensada.

Há mais de 30 anos o tema de cotas étnico raciais é discutido pelo Núcleo de Consciência Negra na USP e essa discussão e luta, já foi cenário de sério embates com a reitoria que ao invés de reconhecer o quanto reafirma o racismo na sociedade.

Queremos convocar o movimento negro e as comunidades indigenas da cidade de São Paulo a construírem esse ato conosco!

Convocamos também todos os coletivos feministas, LGBT’s, movimento negro, movimento popular da cidade, os movimentos de periferia, artistas da cena do rap, do funk e todos os que apoiam e entendem a necessidade da juventude negra e indígena ter direito ao conhecimento e a ocupar as cadeiras dessa universidade e que até hoje ostenta na sua entrada um pé de cana e um de café entre o busto de seu fundador escravocrata e genocida.

A luta por Cotas na USP não é e nunca foi uma luta só dos estudantes negros e indígena da USP, mas sim uma luta de todo o movimento da cidade de São Paulo e do país!

O projeto de cotas aprovado na última COG é um retrocesso de mais de 30 anos de luta pelo ingresso do nosso povo e torna o acesso da juventude negra e indígena um horizonte ainda mais distante.

É preciso um ato grande e com imensa unidade para derrubar os portões da casa grande!

TODOS AO ATO NO DIA 03 DE JULHO, ÀS 18H, NO MASP!

Assinam esse manifesto:

- Coletivo "Por que a USP nao tem Cotas?"
- Pastoral da Juventude
- Levante Indígena
- DCE Alexandre Vannucchi Leme
- Quilombo Luísa Mahin
- Levante Popular da Juventude
- Juntos
- Juntas
- Juntos Negras e Negros
- RUA Juventude Anticapitalista
- UJC - União da Juventude Comunista
- Rosa Grená
- Coletivo DZ da FATEC
- Rede Emancipa
- Adriano Mendes (Diretor Executivo da UNE)
- Encontro de Grêmios (DF)
- CASO (Centro Acadêmico de Sociologia - UnB) - Gestão Resistência Nagô
- Uneafro
- Marcha de Mulheres Negras
- Força Ativa
- Movimento Revolucionário de Trabalhadores
- Faísca Anticapitalista e revolucionária.
- CAER - Centro Acadêmico Emilio Ribas
- CALC - Gestão aGARRA do Centro Acadêmico Lupe Cotrim
- CAVC - Centro Acadêmico Visconde de Cairu
- CAASO - Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira
- Balaio - Núcleo de estudantes petistas da USP
- Maré - Núcleo de Estudos em Cultura Jurídica e Atlântico Negro/UnB
- Poligen
- PoliPride
- Politécnicas (R)existem
- Ágora Politécnica
- CAEP (Centro Acadêmico de Engenharia de Produção - Poli/USP)
- CEE (Centro de Engenharia Elétrica - Poli/USP)
- Coletivo Luana Barbosa
- CAPS (Centro Acadêmico da Poli Santos - Poli/USP)
- Poli Negra
- CAEA (Centro Acadêmico da Engenharia Ambiental - Poli/USP)
- CEN (Centro Acadêmico da Engenharia Naval - Poli/USP)
- CMR (Centro Moraes Rêgo, de engenharias de minas, materiais, metalúrgica - Poli/USP)
- Grêmio Politécnico
- AEQ (Centro Acadêmico da Engenharia Química - Poli/USP)
- CEC (Centro Acadêmico da Engenharia Civil - Poli/USP)
- CAM (Centro Acadêmico da Engenharia Mecânica e Mecatrônica - Poli/USP)
- CAII Centro Acadêmico Iara Iavelberg
- Coletivo Pr’além dos Muros
- Unegro
- Quilombo Raça e Classe
- Núcleo de Consciência Negra na USP
- Cursinho Popular do Capão
- Coletivo Negro Vozes UFABC
- MAIS - Movimento por uma alternativa Independente e Socialista
- Cursinho Popular Bendita Juventude Osasco-SP
- CAHIS - Centro Acadêmico "Luiz Eduardo Merlino"




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