Cultura

Guerrilla Girls apresenta arte feminista no MASP

Formado em 1985, o coletivo de artistas feministas norte-americano Guerrilla Girls vem a São Paulo para a abertura de uma grande mostra que defende a igualdade de gêneros no mundo da arte.

quinta-feira 30 de novembro| Edição do dia

Trata-se da exposição Guerrilla Girls Gráfica 1985-2017, que é uma retrospectiva completa, incluindo os dois novos cartazes. Ambos abordam a realidade das mulheres artistas inseridas num contexto em que a arte é dominada pelo machismo.
Denunciam o pequeno número de artistas mulheres em comparação com o grande número de nus femininos na exposição do Metropolitan Museum de NY (5% e 85% em 1989 e 4% e 76% em 2012) e no próprio MASP (6% e 60% em 2017).

O próprio coletivo descreve sua dinâmica e suas ações: "vestimos máscaras de gorila em público e usamos fatos, materiais visuais ultrajantes para expor o preconceito to de gênero e étnico, bem como a corrupção na política, na arte, no cinema e na cultura pop. Nosso anonimato ajuda a manter o foco nas questões que tratamos e não em nossa identidade: podemos ser qualquer uma e estamos por toda parte, Acreditamos em um feminismo interseccional que combate a discriminação e defende os direitos humanos de todas as pessoas e de todos os gêneros.

Nós subvertemos a ideia de uma narrativa dominante ao revelar a contranarrativa, o subterado e a injustiça descarada. Já realizamos centenas de projetos (cartazes, ações, livros e adesivos) em vários lugares do mundo, como
Bilbao, Islândia, Istambul, Londres, Los Angeles, Cidade do México, nova York, Roterdã, São Paulo e Xangai. Fazemos também intervenções e exposições em museus, contestando-os por seu mau comportamento e por suas práticas discriminatórias em suas próprias paredes, como nossa projeção surpresa em 2015, sobre a desigualdade de renda e o sequestro da arte pelos super ricos, na fachada do Whitney Museum de NY. Nossas retrospectivas em Bilbao e Madri, e a exposição itinerante nos Estados Unidos, ’ Guerrilla Girls, not ready to make nice’, atraíram milhares de visitantes.

Em 2016 produzimos novos projetos nas ruas e em museus, como o ’Tate Modern’ e a ’Whitechapel Gallery’, em Londres, além de Paris, Colômbia e Minneapolis. Para o ano de 2017, temos novos projetos e exposições no MASP, em São Paulo, no Frestas Trienal de artes, em Sorocaba, The Van Gogh Museum de Amesterdã e muitos outros. Nosso próximo passo? Mais reclamações criativas! Mais intervenções! Mais resistência!"




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