Economia

REDUÇÃO DO AUXÍLIO EMERGENCIAL

Guedes e Bolsonaro querem R$ 200 de auxílio até fim do ano, já para bancos sobram bilhões

Governo estuda diminuir auxílio emergencial para R$ 200 até o fim do ano, enquanto enriquece os capitalistas. O que foi para a população é apenas 15% do que foi para os bancos, segundo o economista Ladislow Dowbor.

terça-feira 4 de agosto| Edição do dia

Imagem: Edu Andrade/Ascom/ME

O auxílio emergencial distribuído pelo governo durante a pandemia, no valor de 600 reais, é completamente insuficiente para um trabalhador autônomo, informal ou desempregado conseguir sustentar sua família na quarentena sem precisar retornar ao trabalho. Entretanto, o governo federal estuda diminuir o valor pago nos próximos meses, até dezembro, para um terço no valor atual, ou seja, para 200 reais.

São mais de 58,6 milhões de trabalhadores que recebem o auxílio que seriam atingidos diretamente por uma redução. Tanto na economia quanto na saúde se desenvolvem profundas crises e a saída do governo Bolsonaro e de Guedes é que a classe trabalhadora que pague pelas duas.

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Enquanto Bolsonaro e Guedes descarregam a crise nas costas da classe trabalhadora, seguem governando para os capitalistas. Os auxílios sociais necessários, muito mais do que as migalhas que o governo dá atualmente, deveriam ter o valor de R$ 2000,00, para que a classe trabalhadora realmente possa respeitar a quarentena, com um isolamento responsável e efetivo. O número de casos de covid-19 no Brasil continua subindo, enquanto essa diminuição no valor do auxílio significa que para Guedes a pandemia já foi mitigada e que a população pode e deve voltar a trabalhar.

A única saída para a crise sanitária e econômica é uma saída independente da classe trabalhadora, que se auto-organize sem os interesses dos grandes empresários, dos bancos e dos políticos, os únicos paras os quais Bolsonaro e Guedes governam.




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