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ESQUERDA DIÁRIO IMPRESSO

Greve e mobilização histórica nas estaduais paulistas: é fundamental unificar as lutas

Luta da educação: É necessário colocar como forte eixo a denúncia aos cortes na educação, unificar com as lutas dos secundaristas e coordenar a nível estadual o conflito.

sexta-feira 20 de maio de 2016| Edição do dia

A luta dos estudantes e trabalhadores das universidades estaduais paulistas avança rapidamente para se tornar uma das maiores – senão a maior – luta das últimas décadas nas universidades. Na USP a greve forte de trabalhadores se combina com uma luta crescente de estudantes já em greve em uma dezena de cursos, e tendo o curso de Letras a frente em uma forte ocupação do prédio. Na Unicamp são também dezenas de cursos em greve ou paralisados, incluindo todas as áreas da universidade, e uma forte ocupação de Reitoria mantida por centenas de estudantes. E dia 18/05 foi a vez dos trabalhadores da Unicamp se somarem à mobilização. No último mês a UNESP teve uma série de paralisações de estudantes e trabalhadores, e semana passada a UNESP de Franca saiu na frente iniciando a greve a qual outros campi certamente irão se somar.

O movimento continua crescendo em sua força, lutando contra a precarização da universidade e ameaça de demissões em massa, pelo acesso à universidade e cotas raciais, contratações de funcionários, de professores e por permanência estudantil - e também a luta contra o inaceitável reajuste salarial que oferecem as reitorias de 3%.

Os estudantes e trabalhadores podem vencer. Para isso é necessário colocar como forte eixo a denúncia aos cortes na educação, unificar com as lutas dos secundaristas e coordenar a nível estadual o conflito, com plenárias e comandos estaduais para uma luta comum. Além disso, é fundamental que o movimento ligue essa luta também contra os ajustes do governo Temer, que tem como uma das primeiras medidas a cobrança de mensalidades nas universidades públicas, um ataque histórico a educação. Precisamos dar uma resposta imediata as tentativas dos governos de privatizar e precarizar a educação, obrigando as Reitorias a se comprometer em manter o ensino público e de qualidade nas universidades, como uma das demandas da greve.

Unificando, coordenando estadualmente e ligando com as lutas da educação podemos vencer!




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