Educação

GREVE DOS PROFESSORES DE SÃO PAULO

Greve de professores pode se fortalecer com atos na semana que vem

sábado 11 de abril de 2015| Edição do dia

Atualizado às 11h07

Ontem, sexta-feira, 10 de abril, os professores da rede estadual de São Paulo aprovaram a continuidade da greve em assembleia da categoria realizada em frente ao Estádio do Morumbi. Em seguida cerca de 30 mil professores realizaram um ato que percorreu as ruas e avenidas do bairro Morumbi em direção ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo Estadual.

O clima do ato era de combatividade dos professores, que cantavam músicas contra o governador Geraldo Alckmin, em defesa da educação e o mesmo já conhecido canto “não tem arrego”, após quatro semanas de greve.

Apesar do importante ato e da chegada ao palácio dos bandeirantes, o governador Geraldo Alckmin não quis receber os professores para negociação, demonstrando se manter na postura de completa intransigência.

Depois da manifestação, uma grande parte do ato ainda estava disposta para um novo percurso e seguiram a manifestação até a sede da Rede Globo, cortando a Marginal Pinheiros.

A ideia era protestar contra a grande mídia, representada na Rede Globo, que ocultou por muito tempo a greve, o que causou indignação em professores e apoiadores do movimento.

Na última quinta-feira os professores já haviam realizado diversos cortes de avenidas e rodovias por todo estado de São Paulo exigindo a negociação por parte do governo do Estado.

Na próxima semana, professores votaram se incorporar a um ato que ocorrerá no próximo dia 15 com outras centrais sindicais e movimentos sociais, e depois caminhar rumo à Assembleia Legislativa, onde ocorrerá uma audiência pública.

Com as centrais sindicais chamando um ato para o próximo dia 15, que será nacional, contra o PL 4330 e sendo a greve de professores de São Paulo um dos principais conflitos dos trabalhadores em nível nacional, a greve da rede pública estadual entrará numa semana decisiva.

Na próxima sexta-feira, dia 17, os professores realizam nova assembleia com novo ato para dar continuidade a greve e decidir os rumos do movimento.




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