Internacional

GREVE GERAL NA GRÉCIA

Greve de 48h na Grécia contra os cortes ’rápidos’

Os sindicatos gregos convocaram uma greve de 48h desde essa sexta-feira contra os cortes no sistema de aposentadorias e a reforma fiscal. A Troika extorque e Tsipras ajusta. 'O Governo tenta tomar de surpresa a sociedade com a votação das reformas fiscais e de pensão durante o fim de semana', disse em um comunicado a Confederação Geral de Trabalhadores da Grécia (GSEE), que agrupa os trabalhadores do setor privado.

sexta-feira 6 de maio de 2016| Edição do dia

“Todo mundo às ruas; as novas medidas contra os trabalhadores e contra o povo do Governo e dos credores (UE e FMI) não passarão”, denunciaram de Adedy, a central sindical de trabalhadores públicos, assegurando que os novos impostos previstos na reforma fiscal do governo de Syriza são “insuportáveis e injustos”.

Os agricultores se somarão às mobilizações, como os trabalhadores do sindicato de trabalhadores da Marinha Mercante, que já realizaram dois dias de greve esta semana.

Uma reforma “rápida” ao modo da Troika

O governo grego se encontra outra vez nas cordas, pressionado pela Troika, que exige mais ajustes. Na próxima segunda, se reunirão em Bruxelas os ministros de finanças da União Europeia, para avaliar o processo de “reformas” implementado na Grécia. Se não avançarem, bloquearão o desembolso do novo trâmite do “Terceiro resgate”.

Por esse motivo, o governo busca aprovar de forma “rápida” nesse fim de semana, no Parlamento, duas reformas-chave exigidas pelo FMI e pela Comissão Europeia: a reforma das pensões e a modificação do sistema fiscal. Ou seja, seguir ajustando os trabalhadores e o povo grego, que seguem pagando pela crise.

Essa semana, ficou conhecido uma informação de um centro de investigações alemão, que demonstra que a maioria do dinheiro dos resgates anteriores, desde 2010, foi para pagar os credores em forma de pagamento da dívida e pagamento de lucros. E somente 10% de todo esse dinheiro foi para o orçamento grego. Um círculo vicioso de “resgates” para pagar a dívida, que geram novas dívidas impagáveis.

Tradução: Cássia




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