Educação

LUTA CONTRA OS AJUSTES

Greve da UERJ e lutas em curso devem se unificar para barrar os ajustes do Pezão e do PT

domingo 13 de março de 2016| Edição do dia

O ano de 2016 começa mostrando o que os governos tem reservado para os trabalhadores e a juventude. No cenário nacional vemos um plano de ajustes e privatizações que o PT vem implementado mais duro, com demissões, aumento no desemprego da juventude, cortes na saúde, educação, transporte e direitos sociais (como a proposta de reforma da Previdência). No Rio de janeiro a situação também não está nada favorável, as prioridades do governo de PEZÃO, são o pagamento da divida externa, gastos com as olimpíadas, isenções e subsídios a empresas como light, ambev e supervia enquanto corta e ajusta da saúde, educação, de projetos sociais e aumenta a tarifa dos transportes

Contra esses cortes, ajustes e sucateamento dos serviços publicos, que também afetam o funcionamento da UERJ,foi aprovada a greve nos 3 setores da universidade - professores e técnicos dia 01/03 e alunos dia 04/03. Se a situação da uerj já era bem grave, dificultando o funcionamento da universidade e colocando o HUPE sob ameaças de fechamento, hoje mostra impossível o começo do período de 2016.1. Além dos recorrentes atraso das bolsas e salários, agora são 600 demissões do quadro de funcionários terceirizados do HUPE, fechamento do restaurante universitário (bandejão), por falta de pagamento dos terceirizados, corte no numero de bolsas e corte de 16% no orçamento das Universidades Estaduais aprovado no fim do ano de 2015 na Alerj.

No momento, na UERJ os três setores estão em greve, professores, alunos e técnicos mas para que a greve seja vitoriosa precisamos dar respostas a altura dos desafios que estão colocados, e pra isso é preciso romper com o corporativismo, unificando com os outros setores que também estão em greve como os profissionais da educação do RJ, e os estudantes secundaristas que estão mobilizados em apoio aos professores, mas também pelos cortes na educação.

No marco desta grande crise econômica e política é fundamental que se rompa a lógica de mais uma greve corporativista e de pressão, e que se entenda que é preciso constituir um forte movimento de unidade com a greve dos professores estaduais. A mobilização deve pressionar para que nesta crise política os governos não paguem a dívida pública, para financiar Saúde e Educação, e contra os privilegios dos politicos e do judiciário, lutar para que que todos os políticos e juízes ganhem o mesmo que uma professora, e que seus mandatos fossem revogáveis.

A assembleia estudantil que deflagrou a greve, tinha em torno de 300 estudantes o que mostra a disposição de luta que esta colocada no conjunto da juventude e dos estudantes para lutar contra os ataques na UERJ e no Rio.

Importante lembrar que não é de hoje que os estudantes da uerj estão se mobilizando. Desde do ano passado o Movimento estudantil foi protagonista das lutas dentro da UERJ tendo vários cursos paralisados pela situação dos bolsistas e terceirizados, que mais uma vez estavam sem receber, colocando a universidade em calamidade pela falta de limpeza. Com asassembleias com mais de 800 estudantes e que não votou greve estudantil neste momento pela debilidade de vários setores da esquerda.

No final de 2015 a universidade foi fechada pelo então reitor VIERALVES que alegou como justificativa a situação de insalubridade da universidade. Este processo de mobilização culminou na ocupação da universidade pelos estudantes e numa greve estudantil.

Uma ocupação, porém, iniciada por fora da base dos estudantes como politica do DCE (PT e PcdoB) , que tentaram manter a base afastada da ocupação e da mobilização, e como um fim em si mesmo. Colocando, assim, mais um exemplo do que esta greve precisa avançar, não se restringindo aos muros da universidade. Todos as movimentações dos estudantes se deram por fora do DCE(Diretório Central dos Estudantes) ou com sua tentativa de frear a mobilização dos estudantes nada diferente do que tem feito este ano com a nova greve estudantil. O DCE tem chamado assembleia sem construi-las, onde até o local são incógnitas até poucas horas do dela acontecer. Na última assembleia , que seria votado como seria o comando de greve. Além de serem contrários a proposta do comando ser formado por representantes de cada curso tirados em assembleia, transformam a assembleia em um espaço burocrático, desestimulando os estudantes a estarem nesse espaço e tratando das diferenças políticas como pucuinha ou briga de egos. Não podemos ter ilusões que esta entidade possa levar até o final a luta contra os cortes na educação pois apesar do discurso do contra PEZAO, por conta de suas direções, o DCE, assim como a UNE, UEE e UBES estão lado á lado ao Governo Estadual e Federal que estão nos atacando junto com a direita.

Este é o momento propício para retomar o espírito que mobilizou centenas de estudantes na UERJ no ano passado para que possamos nos somar aos setores que tem se levantado para lutar contra os ajustes do Pezão e do PT. Mas precisamos ir por mais, é necessário romper com o rotineirismo do Movimento estudantil. Com a greve dos estudantes da UERJ e com demonstração da disposição dos secundaristas pipocando em todo o estado se abre um novo cenário no Rio de Janeiro, onde a juventude secundarista e universitária pode cumprir o papel determinante para fortalecer a luta dos trabalhadores unificando com os setores que estão em greve, incendiando os para que possamos travar uma batalha contra os cortes e ajustes com um movimento nacional dos trabalhadores e da juventude independente da direita e do PT,que enfrente os cortes e os ajustes, que saia do script, e possa realmente expressar uma saída à altura que a situação exige.




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