Política

CRISE NO RIO

Governo do Rio não paga última parcela de outubro de servidores por bloqueio de contas pela União.

terça-feira 6 de dezembro de 2016| Edição do dia

A última parcela que deveria cair já atrasada do salário de outubro, não cairá por bloqueio das contas do governo estadual por parte da União. Segundo nota oficial do oficial do governo, a folha salarial de outubro para 98,1% dos servidores já havia sido quitada, ou seja, 2% dos servidores ficaram de fora.

O novo bloqueio se dá, novamente, por atraso no pagamento da dívida do estado com a união, de parcela no montante de 302 milhões, soma de duas ordens de bloqueio do Governo Federal, de 147 milhões, e 155 milhões. O valor necessário para pagar esta segunda parcela aos 2% que ficaram sem receber é de 65 milhões.

O secretario de fazenda do Estado, Gustavo Barbosa, disse ainda que 2017 será pior que 2016, e que os salários de novembro dos servidores ainda não está garantido, e declarou que não há previsão de 13º. Barbosa afirmou ainda, que se todas as propostas do governo forem aprovadas na Alerj, o estado ainda iria economizar 50% menos do que o previsto com o pacote original de medidas que aprofunda a punição ao funcionalismo público propondo a cobrança de 30% de alíquota previdenciária.

O pacote reformulado que inicia sua votação hoje, ainda mantém os servidores na mira com aumento de contribuição de 14%. Os servidores do Rio vem sendo penalizados desde o ano passado pela crise do estado, a iniciar pelos vencimentos que caem parcelado e um calendário do Governo que prevê o recebimento de outubro no início de dezembro! Isto sempre sob este risco de atrasar, como foi para em torno de 3.900 servidores, se considerarmos o universo de 2% dos servidores estatutários do Rio de Janeiro (199.054 segundo o IBGE).

Esta crise já vem sendo paga pelos servidores há muito tempo, em nome da garantia dos repasses do Estado à União para garantir o pagamento da Dívida Pública, e o pacote que inicia sua votação hoje na Alerj pretende aprofundar ainda mais este ataque, combinado aos ataques do governo estadual como a o ataque à previdência, enquanto a casta política isenta as empresas capitalistas de pagar impostos, entre outras inúmeras benesses recebidas pelas empresas capitalistas dentro dos esquemas de corrupção dos políticos.

Os juízes e procuradores, através da Lava-Jato, ensaiam sua própria saída da crise como foi com a prisão de Cabral. No entanto estes juízes que ganham milhares e são intocáveis pela lei, atuam para garantir que os ataques dos governos passem, com algumas prisões vem para tentar conter o descontentamento dos servidores, sem que isso signifique reaver a riqueza desviada, nem os altíssimos lucros das empresas e empreiteiras multiplicados pelos esquemas ilegais o governo. Em suma, as empresas, como, por exemplo, as joalherias de Cabral podem funcionar tranquilamente fora da lei e ainda recebem isenções fiscais, enquanto que contra os servidores deve ser cumprida a Lei de Responsabilidade Fiscal que garante à União o bloqueio das contas do estado, atrasando mais ainda o pagamento dos salários em nome de pagar a Dívida Pública.

Por isso defendemos que desde já os sindicatos dos servidores estaduais, em especial os controlados pela esquerda como SEPE, SindsCope coloquem a tarefa de dar uma saída independente dos trabalhadores, levantando a necessidade imediata de não pagar a dívida pública para que as necessidades dos trabalhadores e do povo pobre possam ser atendidas, e que sejam os ricos que paguem pela crise taxando as grandes fortunas dos capitalistas.

Leia também: Não ao pagamento da dívida pública! Que os ricos paguem pela crise que criaram




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